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As Comunidades Terapêuticas são estabelecimentos privados que prestam serviços de atenção às pessoas com transtornos decorrentes do uso, abuso ou dependência de substâncias psicoativas (SPA), em regime de residência e são reguladas pela RDC nº 29/11, Resolução SS nº127/13, Portaria CVS 1/24 e são definidas pela Portaria 3.088/11 como pontos de atenção psicossocial de caráter transitório em regime residencial. Também estão inseridas na Lei Federal antidrogas 11343/2006. A Região dos Mananciais possui um grande número de estabelecimentos sujeitos a ação da Vigilância Sanitária, que neste contexto ao longo destes anos tem desenvolvido diversas ações para o levantamento do universo de serviços de atenção aos usuários de SPA – Comunidades Terapêuticas através de sites de busca, denúncias e cadastro no SIVISA. O Grupo de Trabalho observou que, principalmente na RRAS 4 – Região de Mananciais, provavelmente pelos municípios estarem dentro de área de proteção ambiental, com grande número de sítios e chácaras e distante da área urbana, favoreceu o aumento na instalação de estabelecimentos clandestinos, com a grande maioria dos residentes oriundo de outros municípios do estado de São Paulo e de outros estados da União, que funcionam em condições inadequadas, impactando nos indicadores de saúde e social do território. Neste contexto, o grupo de interlocutores foi responsável pela elaboração de POP visando harmonizar as inspeções e relatórios garantindo as mesmas ações em toda RRAS 4.
• Discutir o impacto dos serviços denominados Comunidades Terapêuticas na região. • Contribuir para mudança no padrão de qualidade na assistência ofertada por essas instituições. • Sensibilizar profissionais da área de Vigilância em Saúde e áreas afins, em particular os da Vigilância Sanitária, das regiões dos Mananciais e Rota dos Bandeirantes, no monitoramento das COMUNIDADES TERAPÊUTICAS e controle da clandestinidade. • Contribuir para compreensão das normas sanitárias, com vistas a orientar ações e projetos locais, relativas ao atendimento de usuários de álcool e outras drogas • Contribuir para a implementação de medidas mais eficientes e humanizadoras no atendimento prestado pelos serviços • Contribuir para ampliar dialogo e ações conjuntas com demais setores (Assistência Social, Promotoria Pública, Guarda Municipal, Conselhos Municipais, Conselhos de Classe, etc) • Subsidiar mudanças que se mostrem necessárias nos processos de trabalho das equipes de VISA
– Foi instituído grupo de trabalho com reuniões periódicas para avaliação e planejamento de ações, visto o grupo ter sentido a necessidade de um alinhamento conceitual e conduta frente aumento crescente do número de estabelecimentos -Realização de Fórum Regional para discussão de legislação e troca de experiências e olhares, com os diversos setores setores envolvidos Saúde Mental, Assistência Social, Conselho Municipal (COMAD), Guarda Municipal, Área Jurídica, etc – A partir do diagnóstico do grupo de trabalho levantamento e a fragilidade de algumas equipes municipais em razão da rotatividade de profissionais, foram realizados treinamentos e inspeções conjuntas com participação da equipe estadual para qualificação das ações de inspeção – O grupo elaborou um roteiro de inspeção e de relatório , que foi pactuado na CIR da região em fase de implantação , proporcionado um alinhamento na região – Desde a elaboração do Plano Regional da Rede de Atenção Psicossocial as Visas participam mensalmente de Reunião conjunta do GT da Raps da Região dos Mananciais e da Rota dos Bandeirantes para avaliação de ações compartilhadas no território e subsidiar novas – Tem sido realizado reuniões periódicas com às Promotorias Públicas da região para acompanhamento das demandas de denuncia de violações de direitos e ações desenvolvidas no controle de risco à saúde dos usuários de substancias psicoativas.
Como resultado/fruto do trabalho destes anos do Grupo de Trabalho de Interlocutores de Serviços de Interesse à Saúde, destacamos as seguintes ações: – Realização do levantamento de universo do número de estabelecimentos existente na região – Grupo de trabalho com reuniões periódicas e grupo de WhatsApp com informação imediata em casos de Interdição Total de estabelecimentos em razão de transferências para outros serviços clandestinos da região – Realização de 3 (três) treinamentos e capacitações das equipes municipais, para fins de inspeção sanitária e Processos Administrativos, frente a alta rotatividade das equipes – Elaboração de roteiro de relatório pactuado na região, proporcionando melhor qualidade e embasamento legal nos relatórios – Melhora no diálogo e resposta junto ao Ministério Público frente as demandas de Liminares e Mandados de Segurança, em razão da qualificação das equipes municipais, treinamento e capacitação – A Vigilância Sanitária ser pauta permanente da Câmara Técnica e Comissão Intergestora Regional da Região dos Mananciais, frente ao impacto nas ações de saúde da região.
O processo de trabalho vivenciado pelos profissionais de Vigilância Sanitária ao longo destes anos tem mostrado a importância de que o processo de trabalho deve ser reavaliado constantemente, seja em razão frente ao entendimento da legislação, aos treinamentos e formação das autoridades sanitárias, como também da importância da participação dos diversos setores envolvidos no atendimento aos usuários que fazem uso de álcool e outras drogas psicoativas e seus familiares em ofertar serviços que atendam a necessidade de um acolhimento digno, sem violência, deixando de ser um caso polícia.
comunidade terapêutica, drogas, RRAS, manancial
Teresinha de Fátima Aleixo Correa, Sonia Maria levy Alvarez, Marina Osti Maia, Fernanda Branco de Moraes Andrade