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A promoção da saúde exige uma ação integrada com estratégias profiláticas, educacionais, e terapêuticas, sendo a conscientização e a transformação social as únicas propostas factíveis para a redução de doenças e, no que concerne à saúde bucal, não é diferente, especialmente no que tange à população infantil em idade escolar. Assim, além da atuação odontológica em casos específicos, a saúde bucal deve promover a partilha de saberes e a elaboração conjunta de ações. Embora a instrução em saúde bucal esteja sendo gradualmente incorporada à vida dos brasileiros, muitos não têm acesso a locais onde ela possa ser transmitida ou simplesmente não tem oportunidade, em decorrência da falta, em suas comunidades, de meios de divulgação dos saberes em saúde bucal. Para inverter este cenário, programas educacionais podem ser integrados à rotina das escolas, pois os primeiros anos da vida escolar são considerados um momento propício para que as crianças desenvolvam hábitos alimentares e de higiene adequados, já que nesse período os comportamentos são profundamente consolidados e raramente se alteram ao longo do tempo, e também podem ser incorporados às famílias. Nesta empreita, enquadram-se orientações realizadas às crianças que frequentam consultórios odontológicos inseridos em unidades escolares e também a seus responsáveis, objetivando que gradativamente hábitos de higiene bucal saudáveis sejam incorporados à rotina doméstica, o que justifica este estudo.
Objetivo Geral: – Descrever a experiência da inserção de orientações de higiene bucal em nível individual, coletivo e familiar. Objetivo Específico: – Possibilitar ao longo do tempo, a modificação e/ou inserção de hábitos essenciais, para alterações no fenômeno saúde-doença bucal.
Trata-se de descrição de experiência intervencionista cujo público-alvo foi composto por crianças em idade escolar, pais e responsáveis, professores e comunidade escolar. Os participantes foram incluídos por meio de uma seleção aleatória, de acordo com o chamamento para o atendimento odontológico na escola, que localiza-se na periferia de São Manuel-SP, município de aproximadamente 40.000 habitantes. No momento da consulta, após avaliação clínica, foram realizadas inserções de orientações de higiene bucal em nível individual e posteriormente em nível coletivo nas oficinas e atividades lúdicas em sala de aula. Por fim, em casos onde foram encontradas altas demandas odontológicas, pais ou responsáveis foram chamados até a escola para que se pudesse fazer a instrução de maneira mais efetiva.
A experiência intervencionista foi realizada com um total de 150 crianças em idade escolar, 20 pais e responsáveis, professores e membros da comunidade escolar. A idade média das crianças foi de 8,5 anos. A avaliação clínica inicial revelou que 70% das crianças apresentavam cáries dentárias, 40% apresentavam gengivas inflamadas e 20% apresentavam problemas de oclusão. As inserções de orientações de higiene bucal em nível individual foram realizadas com todas as crianças, e posteriormente, as oficinas e atividades lúdicas em sala de aula foram realizadas com um total de 120 crianças. Na avaliação pós-intervenção constatou-se que a maioria das crianças apresentaram melhora na higiene bucal e redução na incidência de cáries dentárias e expressiva quantidade de crianças também apresentou melhora na saúde gengival. No que tange a oclusão, discreta melhora também foi observada. A instrução aos pais e responsáveis revelou uma melhora na compreensão da importância da higiene bucal e na habilidade de instruir os filhos sobre higiene bucal.
A experiência revelou que a inserção de orientações de higiene bucal em nível individual e coletivo, juntamente com a instrução aos pais e responsáveis, pode ser uma estratégia eficaz para melhorar a saúde bucal das crianças em idade escolar. Além disso, a experiência revelou que a parceria entre a educação e a saúde é fundamental para o sucesso da intervenção.
Saúde Bucal, Educação em Saúde Bucal, Crianças.
OSCAR CORRÊA SANCHEZ, LITUSA KARITA TREVISANI DALAQUA, RENATA APARECIDA DE MORAES ROSOLIN, MARCO ROGERIO FURGERI SANTAREM, LEONILDO APARECIDO RODRIGUES