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A segurança do paciente envolve práticas voltadas para a prevenção de danos durante o atendimento, promovendo a qualidade do cuidado em saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS), por meio do relatório World Alliance for Patient Safety, destaca estratégias essenciais para reduzir riscos, incluindo diretrizes para a melhoria dos processos laboratoriais. O Instituto Nacional de Saúde (INS) também reforça a importância da segurança na coleta de exames, apontando boas práticas clínicas para minimizar erros e garantir diagnósticos precisos. As recoletas laboratoriais representam um desafio para a qualidade assistencial, podendo gerar desconforto aos pacientes, atrasos nos diagnósticos e aumento do risco de infecções. Entre as principais causas estão erros de identificação, técnicas inadequadas de coleta e falhas nos sistemas de informação. Na UBS Caxingui, temos como meta manter o indicador de recoleta laboratorial abaixo de 1,5%. No entanto, ao analisar os dados do primeiro trimestre de 2024, observamos índices superiores a esse limite, com taxas de 2,99% em janeiro, 1,77% em fevereiro e 3,66% em março. Esses resultados evidenciaram a necessidade de uma intervenção junto à equipe para reduzir a incidência de recoletas e fortalecer a segurança do paciente.
Evitar recoletas através da implementação de protocolos de identificação do paciente. Realizar treinamento das equipes de enfermagem sobre as técnicas corretas de coleta, sequência dos tubos, tempo de garroteamento, armazenamento correto das amostras. Implementar protocolos de dupla checagem no momento da triagem e no momento da coleta, para prevenir erros na identificação e na coleta de amostras. Estabelecer rotina de contato por e-mail com o laboratório sempre que houver casos de recoleta para evidenciar a busca ativa do paciente ou mesmo para reportar casos de inadequação do fluxo, como “falhas no cadastro. Assegurar que não aconteçam recoletas pelo motivo material não enviado. Estimular equipe médica e de enfermagem a sempre fornecer orientações em filipeta a ser grampeada na solicitação laboratorial, garantindo assim que o paciente tenha as informações adequadas sobre o procedimento.
Realizou-se um estudo descritivo, com abordagem quantitativa, para analisar indicadores de recoleta laboratorial antes e após a implementação de estratégias de melhoria do processo, ao longo de nove meses (abril a dezembro de 2024). Inicialmente, foram levantados os índices de recoleta dos meses de janeiro a março de 2024, considerando os motivos documentados. Em seguida, analisaram-se falhas no processo, como erros de identificação, técnicas inadequadas de coleta, falhas na solicitação de exames e problemas na comunicação com o laboratório. Implementaram-se capacitações para a equipe de enfermagem sobre técnicas corretas de coleta, sequência de tubos, tempo de garroteamento e armazenamento adequado. Além disso, foram adotados protocolos de identificação segura do paciente e dupla checagem de dados. Criou-se um fluxo de comunicação direta com o laboratório para esclarecer inconsistências e buscar ativamente pacientes com recoletas necessárias. Também foi implementado o registro sistemático das amostras para rastreabilidade, minimizando perdas. Distribuíram-se folhetos informativos aos pacientes sobre preparo adequado para exames laboratoriais. O monitoramento mensal dos índices de recoleta foi realizado após as intervenções e comparado aos dados iniciais, utilizando planilhas eletrônicas e análise estatística. Os resultados foram comparados ao parâmetro estabelecido pela unidade (meta de recoletas abaixo de 1,5%).
A implementação das estratégias propostas resultou em uma melhora significativa nos indicadores de recoleta laboratorial na UBS Caxingui. Nos meses subsequentes às intervenções (abril a dezembro de 2024), a média do indicador de recoleta foi reduzida para 1,26%, atingindo a meta estabelecida pela unidade (abaixo de 1,5%). A comparação com os meses anteriores evidencia a efetividade das ações adotadas. No primeiro trimestre de 2024, os índices de recoleta apresentavam variações superiores ao limite desejado, com taxas de 2,99% em janeiro, 1,77% em fevereiro e 3,66% em março. Esses números refletiam desafios no processo de coleta, reforçando a necessidade de intervenções estruturadas. Após a implementação das melhorias, foi observada uma queda progressiva na taxa de recoletas, demonstrando o impacto positivo das capacitações, protocolos de identificação segura, dupla checagem e aprimoramento da comunicação com o laboratório. Além disso, a rastreabilidade das amostras e a orientação clara aos pacientes contribuíram para a redução de erros e necessidade de novas coletas. Os resultados alcançados evidenciam o comprometimento da equipe multiprofissional com a segurança do paciente e a qualidade do serviço prestado. A adoção de boas práticas laboratoriais fortaleceu a eficiência do atendimento, minimizando riscos, otimizando recursos e promovendo maior conforto aos usuários da UBS Caxingui.
A implementação de estratégias para a redução da recoleta laboratorial na UBS Caxingui demonstrou resultados positivos, evidenciando a eficácia das intervenções propostas. A adoção de protocolos de identificação segura, a capacitação da equipe de enfermagem, a dupla checagem na triagem e coleta, além da melhoria na comunicação com o laboratório, resultaram na redução da média de recoletas para 1,26%, atingindo a meta estabelecida pela unidade. O estudo destacou a importância da padronização dos processos e do envolvimento da equipe multiprofissional na promoção da segurança do paciente. A redução das recoletas minimizou o desconforto dos usuários, otimizou recursos e reduziu atrasos nos diagnósticos. Além disso, a rastreabilidade das amostras e a orientação clara aos pacientes foram fatores determinantes para a melhoria dos indicadores.
segurança do paciente, recoleta laboratorial
MARIANA DE SALES DIAS, ALINE SASSI