Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A seletividade alimentar ocorre quando há uma recusa total ou parcial a determinados alimentos e tem como características o interesse restrito e fixo, a repetição, preferências por cores, sabores, texturas e modo de apresentação, e pode estar relacionada a questões de modulação sensorial. Este quadro pode causar déficits nutricionais importantes pela restrição de consumo de alimentos fontes de macro e micronutrientes, interferindo então no desenvolvimento global da pessoa, portanto, a melhora desse quadro deve ser olhada e trabalhada.
Apresentar relato de experiência de trabalho realizado em um centro especializado em reabilitação que atende crianças com seletividade alimentar, utilizando como instrumento, indicador de escala do comportamento alimentar que se encontram alteradas para assim proporcionar um direcionamento mais especifico em relação à conduta dietoterápica.
Foi utilizada a escala de avaliação de comportamento alimentar do estudo de Lazaro CP, et al, 2019. Neste, foram desenvolvidos 26 itens distribuídos em sete dimensões (motricidade na mastigação, seletividade alimentar, habilidades nas refeições, comportamento inadequado relacionado às refeições, comportamentos rígidos relacionados à alimentação, comportamento opositor relacionado à alimentação e alergias e intolerância alimentar. Foram realizadas 60 aplicações em paciente com idades entre 2 à 10 anos.
Das 60 aplicações, 12 foram realizadas em crianças com 2 anos, 11 com 3 anos, 19 com 4 anos, 12 com 5 anos, 6 com 6 anos, 4 com 7 anos, 1 com 9 anos e 1 com 10 anos. 18 foram do sexo feminino e 35 do sexo masculino. 35 pacientes apresentam o diagnóstico de estar no Transtorno do Espectro Autista. As dimensões mais presentes que alteram o comportamento alimentar foram: comportamentos rígidos relacionados à alimentação e a seletividade alimentar em si. 20 pacientes que participaram dessa aplicação, tiveram alta clínica após as intervenções terapêuticas, e houve melhora de 54% no primeiro domínio citado e 49% do segundo domínio citado.
Para trabalhar a queixa de seletividade alimentar, se faz necessário conhecer melhor suas causas intrínsecas, para assim a conduta terapêutica ser mais efetiva. O uso de um instrumento que possibilite essa avaliação das causas, se mostra eficaz para a assertividade da assistência terapêutica.
Seletividade alimentar, nutrição, reabilitação.
KARLA DIAS TOMAZELLA