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A educação traz benefícios para o sistema de saúde, reduzindo doenças infantis e promovendo adultos mais saudáveis. Crianças amamentadas por mais tempo têm melhor desempenho escola, desenvolvimento cognitivo e maior potencial de rendimento na vida adulta(1). Durante a gravidez, as mulheres formam padrões de alimentação infantil(2), enfrentam desafios para amamentar nos primeiros meses e pressão para introduzir outros líquidos e leites(3), o acompanhamento pré-natal e pediátrico é fundamental. Segundo De Oliveira (2001), o apoio à amamentação nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) tem se expandido em alguns países com ações que incluem informações sobre a importância do início precoce da amamentação, livre demanda, riscos do uso de mamadeiras e chupetas, orientações sobre pega, posição e apoio emocional (4). Iniciativas de Promoção, Proteção e Apoio à Amamentação na Atenção Básica têm contribuído para aumentar as taxas de aleitamento materno exclusivo. Para o sucesso da amamentação é essencial o apoio da família, comunidade e serviços de saúde (5). A meta do município de São Paulo é 70% de aleitamento exclusivo em crianças menores de 6 meses até 2030. A Atenção Básica é ordenadora do cuidado na prevenção primária e em rede. Na Zona Leste de São Paulo, há o fortalecimento da Vigilância Preventiva, focado na Política Nacional de Atenção Integral a Saúde da Criança (PNAISC), que inclui a Atenção Humanizada Materno Infantil, Aleitamento Materno e Vigilância do Óbito Materno Infantil.
Qualificar os profissionais das Unidades de Saúde da Zona Leste, para promover o aleitamento materno, sobre riscos da alimentação artificial na Primeira Infância. Fomentar e fortalecer a Política Nacional de Aleitamento e a Politica Publica voltada a prevenção, implementando cultura de prevenção à morbimortalidade infantil na Assistência Primária junto a rede, focado na empatia. Implementar os Grupos de Apoio ao Aleitamento Exclusivo (GAAMES) em 100% das Unidades de Saúde e Grupos de Apoio à Gestante e Família. Incentivar o fluxo entre maternidades e a Atenção Primária, para garantia de atendimento imediato após alta hospitalar, com encaminhamento efetivo, para o GAAME. Fortalecer da rede Inter secretarial, comunidade e voluntários e garantir ações com foco nos “Mil e Cem Dias”. Instalar salas de apoio a amamentação nas UBSs e mais Centros de Apoio a Lactação (CENALACs). Estabelecer Indicadores de qualidade materno infantil/aleitamento materno online para Região Leste.
A Rede de Atenção à Saúde, quesito aleitamento materno, Política Nacional na Atenção Básica, presente na região Leste, contribui para redução da morbimortalidade infantil há anos. Em 2001 as atividades de promoção, proteção e apoio à amamentação nos serviços de saúde da Cidade de São Paulo iniciaram-se em hospitais estaduais e municipais através da IHAC (Iniciativa Hospital Amigo da Criança), a partir de 2002 iniciou-se Grupo de Apoio ao aleitamento materno semanal (rodas de conversa) na Leste, atualmente há em 70% das Unidades Básicas de Saúde (UBS’s), grupo de gestantes em mais de 90% das Unidades, 2005 primeira comissão de aleitamento materno em um dos 7 territórios e hoje todos implementaram, com reunião bimestral dessas Comissões de Aleitamento (formada por dois profissionais de cada Unidade de Saúde, CAPS e PAs), contamos com 11 CENALACs (inicio 2018) que captam doadoras e recebem leite humano congelado e o Banco de Leite Humano recolhe esse leite na Unidade, pasteuriza e chega ao recém-nascido, prematuro internado, a educação é permanente, reuniões são deliberativas com gincanas pró-aleitamento anuais, desmame humanizado de bicos artificiais, Cursos de Manejo Clínico para Técnicos e Agentes Comunitários de Saúde, sensibilização de gestores, administrativos e lideranças. Desde 2017 há o Nucleo Condutor de Amamentação na Coordenadoria de Saúde Leste (CRS Leste) e segue gerindo esse processo de consolidação de políticas públicas, usando a rede digital inclusive.
2024: Realizada 3a Capacitação do Cenalac/Gaame com os Banco de Leite Humano (BLH). Fortalecimento da rede de vigilância preventiva e pró aleitamento materno na e parceria com creches, para ampliação da iniciativa CEI amigo do peito, 59 visitadas pelas UBSs. Criação do 1º. Protocolo Cenalac – 2023. Instauração de Comissões de Aleitamento Materno nas sete regiões da Coordenadoria Leste. Implementação e fortalecimento dos Grupos de Apoio semanais, em roda de conversa, de Gestantes, GAAME (70 a 80% UBSs), Grupos de Apoio a Alimentação Complementação Saudável (GAACOS) e CENALACs (Centros de Apoio a Lactação) de 9 para 11. Capacitação oferecida para mais de 250 profissionais da rede em manejo clínico de aleitamento materno (118 unidades). Arrecadação de 2555 frascos de vidro, para os BLHs. Captação de voluntários promotores da amamentação (mães, idosos, comunidade) total de 66. Ampliação da captação de doadoras de Leite Humano, 36 litros (2018) para 150 litros (2024) e apoio a mulher trabalhadora que amamenta. 36 unidades (30%) visitaram os comércios para orientação quanto a Norma Brasileira de Comercialização de Alimentos para Lactentes e crianças de Primeira Infância, Bicos, Chupetas e Mamadeiras (NBCAL ). Desmame gentil de bicos mamadeiras e chupetas de 185 crianças em 2024. Apresentação de várias experiências exitosas.Elaboração indicadores preventivos de qualidade. Crianças brincando de amamentar suas bonecas (nova cultura). Parceria ong como LeME (Leite Materno na Escola).
“Desencadear ações que favoreçam a promoção do aleitamento materno devem sempre ser encorajadas. Elas estimulam a criatividade e nos remetem a reflexões que melhoram a qualidade de vida de nossas crianças.”(Camila Crassia). O profissional de Saúde segue documentos norteadores, organiza-se em função de metas, pensar em rede e enxergar além é um desafio, a roda de conversa é para partilhar saberes, dificuldades e pensar soluções, brotam propostas inovadoras como o projeto do Cenalac, de 25 mães nutrizes do Gaame, 21 doaram leite humano para bebês frágeis, internados, tornaram-se autoras e protagonistas dessa proposta, são admiráveis. A cultura de amamentação, doação de LH brota de mulheres que se apoiam, famílias envolvidas no processo, formatura de seus bebês amamentados, recém nascidos protegidos, famílias apoiadas! Banco de Leite Humano com estoque. Processos efetivados nos princípios que norteiam o SUS, colaborando para fortalecer e articular a rede em diversas instâncias, inclusive com a evidente participação social. A era digital chegou e nós a abraçamos, fortalecida em meio a pandemia covid, grupos e reuniões online, links, forms, planilhas, conteúdo digital e todos envolvidos em rede.
Aleitamento Materno, Promoção de Saúde
EDJANE MÉRCIA RIBEIRO BITTENCOURT DE ARAÚJO