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A Shantala é uma técnica de massagem originária da Índia, introduzida no Ocidente pelo médico francês Frédérick Leboyer. Reconhecida como uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde (PICS), a Shantala tem sido utilizada para promover o bem-estar infantil. O Ministério da Saúde, por meio de protocolos específicos, orienta o acompanhamento de recém-nascidos de alto risco, enfatizando a importância de uma abordagem multidisciplinar e integrada para garantir o desenvolvimento saudável dessas crianças. O Atenção à Saúde do Recém-Nascido: Guia para os Profissionais de Saúde destaca a necessidade de identificar precocemente os recém-nascidos de risco e assegurar o seguimento adequado na Atenção Básica e em serviços especializados, como os Centros Especializados de Reabilitação (CER). Neste contexto, a aplicação da Shantala surge como uma intervenção potencialmente benéfica, complementar às estratégias de estimulação precoce, com o objetivo de estimular a participação dos responsáveis no cuidado, fortalecer o vínculo entre cuidadores e bebês favorecendo a adesão ao tratamento. A técnica foi aplicada nos Grupos de Intervenção Oportuna e atendimentos individuais aos recém nascidos de 0 a 2 anos idade em acompanhamento no Centro Especializado devido risco ou atraso no desenvolvimento neuropsicomotor já instalado.
Este trabalho visa analisar os efeitos da Shantala nos bebês que participam do acompanhamento no Centro Especializado de Reabilitação (CER), avaliando a contribuição da técnica para o desenvolvimento neuropsicomotor da criança e o impacto na adesão das orientações da equipe técnica para melhor desfecho e efetividade do tratamento.
A vivência foi aplicada pelo fisioterapeuta e/ou terapeuta ocupacional responsável, visando integrar a prática da Shantala como parte do acompanhamento terapêutico dos bebês no CER. A pesquisa foi realizada com bebês de 0 a 2 anos participantes dos Grupos de Intervenção Oportuna e atendimento individual do CER. A técnica de Shantala foi aplicada pela equipe técnica, seguindo protocolos padronizados para a prática. Foram avaliados aspectos como: • Relaxamento e redução de tensão muscular; • Melhoria na qualidade do sono; • Estimulação do tônus muscular e coordenação motora; • Desenvolvimento da percepção corporal; • Fortalecimento do vínculo afetivo com os cuidadores; • Melhor adesão às orientações passadas pela equipe técnica do serviço. As avaliações foram feitas por meio de registros observacionais e relatórios da equipe multiprofissional.
Os resultados apontaram que a vivência com a técnica de Shantala proporcionou uma melhora significativa na qualidade de sono dos bebês, redução de agitação, melhora na mobilidade ativa de membros e cervical, melhora na função intestinal e promoção de relaxamento muscular. Os bebês apresentaram respostas positivas na interação com os cuidadores, fortalecendo o vínculo afetivo e com progresso no desenvolvimento motor como melhor controle postural e coordenação de movimentos. A aplicação da técnica como estratégia terapêutica mostrou-se eficaz na adesão dos responsáveis às orientações fornecidas, uma vez que favoreceu o fortalecimento de vínculo terapêutico entre os responsáveis e os técnicos que acompanham os bebês.
A aplicação da Shantala nos Atendimentos aos Recém Nascidos de Risco de 0 a 2 anos de idade em seguimento no CER mostrou-se uma estratégia eficaz para complementar os tratamentos oferecidos neste serviço. Como uma Prática Integrativa e Complementar em Saúde, a Shantala se revelou um recurso valioso na promoção do desenvolvimento neuropsicomotor, contribuindo para o bem-estar dos bebês e de suas famílias. Além disso, a técnica demonstrou fortalecer o vínculo entre bebês, responsáveis e terapeutas, favorecendo uma melhor adesão às orientações da equipe técnica do serviço. Dessa forma, sua inclusão sistemática nos serviços de reabilitação pode ser uma abordagem benéfica para otimizar os resultados terapêuticos dentro da saúde infantil.
desenvolvimento neuropsicomotor; Shantala
HELOISA BORGES, PATRICIA PEREIRA GOUVÊA THEODOROFF, JANAINA ROCHA ALMEIDA