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A sífilis é um problema de saúde pública, se não tratada, pode levar a complicações a longo prazo, como lesões em vários órgãos internos e danos ao sistema nervoso. O tratamento com penicilina benzatina tem baixo custo e alta eficácia garantindo cura da doença e, portanto, previne tais danos. Em contrapartida, a cada nova exposição é possível novamente contrair a doença, o que torna muito maior o desafio. O tratamento adequado e oportuno da sífilis adquirida, além de tratar o indivíduo doente, interrompe a cadeia de transmissão da doença, auxiliando na sua prevenção em nível populacional. Em gestantes e parceiros, o tratamento é de extrema importância para garantir a saúde da mãe e bebê. Quando não tratada durante a gestação, a sífilis pode levar a desfechos desfavoráveis, como aborto, óbito fetal, parto prematuro, e uma série de sequelas na criança, geradas pela sífilis congênita. O tratamento adequado reduz os riscos. Se as parcerias sexuais da gestante não forem tratadas, podem reinfectá-la, tornando o tratamento ineficaz e prolongando os riscos para a gestante e o bebê. No ano de 2024 identificamos a baixa adesão ao tratamento dos parceiros, tivemos apenas 30,03% de cobertura. Outras questões foram levantadas: dificuldade técnica para a realização do teste rápido, a baixa oferta do teste rápido de ISTs e ausência de registro adequado no prontuário eletrônico.
Capacitar a equipe (enfermeiros e auxiliares de enfermagem) para a realização de testes rápidos para ISTs, garantindo resultados confiáveis dos testes; 2-Aumentar o número de diagnósticos precoces e tratamentos adequados dos casos de sífilis adquirida e de sífilis em gestantes; 3-Garantir a realização de testes rápidos (TR) e sorologia na abertura do pré-natal e com 32 semanas de gestação; 4- Registrar adequadamente os procedimentos no prontuário eletrônico. 5-Aumentar a oferta de Testagem para sífilis na unidade solicitadas pelos médicos e enfermeiros;
Foi realizado uma revisão no manejo da sífilis em nossa unidade no periodo de janeiro a dezembro de 2024. Os critérios de inclusão foram todos os casos novos e recidivos após a detecção do diagnóstico da síflis mediante o teste rapido e/ou sorologia e ter iniciado o tratamento em nosssa unidade. E os critérios de exclusão foram todos os pacientes negativos durante a realização dos testes rapidos e sorologia para sífilis. Foi definido a realização do; 1-Cronograma de capacitação dos enfermeiros e auxiliares de enfermagem para realização do teste rápido conforme protocolo institucional/fabricante; 2-Realização de ações no território para detecção da sífilis, busca ativa para o tratamento em casos de faltosos, realizada pela equipe ESF/UBS em parceria com a farmácia / NUVIS (Núcleo de Vigilância em Saúde); 3-Orientação em sala de espera e oferta de TR para sífilis e outras ISTs; 4-Alteração no fluxo de teste rápido/pregnosticon de pessoas com suspeita de gestação (primeiramente realiza-se o TR para ISTs e após o pregnosticon, se positivo, inicia-se o PN de imediato, se negativo encaminhar para contracepção/planejamento familiar; 5-Realização de teste rápidos e coleta de sorologias simultâneos; 6- Monitoramento dos relatórios do prontuário eletrônico de registro de sifílis e pré-natal.
Participaram da sensibilização, no segundo semestre de 2024, 05 médicos, 13 enfermeiros. Capacitação dos 24 auxiliares de enfermagem para registro adequado da aplicação de Penicilina Benzatina e execução do TR; Houve reunião geral com a equipe NUVIS composta por enfermeiros, médicos, assistente social, auxiliares de enfermagem com o tema: A importância da detecção e tratamento da sífilis adquirida, gestantes e parceiros, envolvendo toda a equipe da unidade; Em 2024, foram realizadas ações externas para a detecção da sífilis nos meses de janeiro, julho, agosto, outubro e dezembro, com um total de 508 testes realizados nas ações. No segundo semestre de 2024, após as implementações das ações, houve um aumento de 519,74% (816) de TR, sendo 6,16% (50) positivos. Identificamos 20 gestantes com sifílis no ano de 2024 sendo que 70% (14) foi no 02º semestre. Observou-se uma taxa de abandono de 10% (2 gestantes) e 50% (10) dos parceiros foram devidamente tratados. Mesmo com todo o esforço da equipe tivemos em 2024, 04 casos de sifílis congênita, fato que motiva a equipe a seguir com as ações no território implementando cada vez mais.
Após as ações realizadas, constatamos que a equipe está altamente engajada na abordagem da sífilis, o que resultou em um aumento significativo no número de TR, detecções e tratamentos. Além disso, a equipe proporcionou para a população testada e nas ações no territorio a promoção da saúde na prevenção da ISTs e na oferta de contraceptivos e planejamento familiar para a população vilnerável do território.
sifílis, gestantes, tratamento
FABIANA MENDES SANTOS, ROMARIO MEIRA FERNANDES DO NASCIMENTO