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A mortalidade infantil é um importante indicador de saúde e condições de vida de uma população. Com o cálculo da sua taxa, estima-se o risco de um nascido vivo morrer antes de chegar a um ano de vida. No município de Mauá o coeficiente de mortalidade infantil nos últimos 3 anos foram: 9,5 (ano 2020); 12,05 (2021) e 13,2 (2022). Destaca-se que, valores elevados refletem precárias condições de vida e saúde e baixo nível de desenvolvimento social e econômico do município e reduzir a mortalidade, é um grande desafio para os gestores de saúde e suas equipes. Nesse sentido, considerando, que a Linha de Cuidado Materno Infantil é uma das prioridades para a gestão em Mauá; que a maioria das mortes podem ser evitadas se ações de saúde forem efetivas; que a informação em tempo hábil, pode ser utilizada como instrumento de tomada de decisões na área da saúde, a fim de embasar a gestão do cuidado, sobretudo na Linha Materno Infantil; que uma das etapas de produção de informações é a divulgação dos dados, a UPA Assis, aderiu, em janeiro de 2023, ao Projeto Sistema Computacional Online de Comunicação: Estratégia Utilizada pelas UPAS no Auxílio à Redução da Mortalidade Infantil Municipal. Justifica-se que o projeto é relevante e inovador, pois, fornece informações às UBS e Coordenação da APS, auxiliando, precocemente, na transição do cuidado entre UPAS e UBS e subsidiando os processos decisórios na APS, porta de entrada dos serviços de saúde e ordenadora do cuidado.
OBJETIVO GERAL Utilizar o Sistema Computacional Online de Comunicação – Correio Eletrônico, como Estratégia utilizada pelas UPAS no Auxílio à Redução da Mortalidade Infantil Municipal ESPECÍFICO Monitorar os atendimentos às crianças menores de um ano na UPA; Analisar os dados referente aos atendimentos, tais como: Queixas e Hipótese diagnóstica; Analisar os possíveis tipo de desfecho: Alta, Transferência para hospital municipal ou convênio; Enviar dados às UBS para subsidiar decisões; Realizar transição do cuidado entre UPA e UBS, precocemente.
Tratou-se de uma pesquisa ação participativa – PAP, no cenário onde os pesquisadores estavam inseridos, por entender que a PAP. Nesse contexto, no mês de janeiro de 2023, iniciou-se o projeto com a capacitação e sensibilização da equipe da UPA, posteriormente realizou-se o levantamento e análise dos prontuários de internações dos menores de 1 ano, após alta médica ou transferência para unidade hospitalar. Em seguida, extraiu-se do prontuário os seguintes dados: nome da criança e da mãe, endereço, data da internação, queixa e motivo da internação, data da alta da UPA e tipo de desfecho (transferência para hospital municipal ou convênio). Ato contínuo, considerando a lógica da territorialização, enviou-se às informações, através do Sistema Computacional Online de Comunicação, institucional, para as UBS de referência, assim como à Coordenação da Atenção Básica, a fim de garantir a transição do cuidado, que é conceituada como o conjunto de ações organizadas em modelos assistenciais que visam promover a transferência do paciente de um serviço de saúde a outro de modo seguro e oportuno, assim como auxiliar o primeiro nível de atenção, a garantir a continuidade e coordenação do cuidado, subsidiado pelas informações enviadas por um dos pontos de atenção a garantir a continuidade e coordenação do cuidado, subsidiado pelas informações enviadas por um dos pontos de atenção da RAS: as UPAS.
Verificando a efetividade do projeto, 100% (N=4) das UPAS do município, aderiram ao projeto e, diariamente, enviam informações referente à internações e desfecho às UBS.. Concernente à Capacitação, inicialmente a equipe da UPA, Médicos, Enfermeiros, Auxiliares de Enfermagem e Técnicos de Enfermagem, foram capacitados e sensibilizados referente a temática: Linha de Cuidado Materno Infantil, Mortalidade Infantil e as Taxas municipais. Na capacitação foi enfatizada a importância do preenchimento correto e completo das fichas de atendimento. A equipe administrativa foi capacitada com o intuito de receberem e enviarem diariamente os dados às UBS do território e à Coordenação da Atenção Básica, através do Sistema Computacional Online de Comunicação assíncrono. Referente ao monitoramento e análise dos dados, diariamente, desde janeiro de 2023, a RT de Enfermagem e a Gerente da UPA, após análise, enviam as fichas de internação para a equipe administrativa submeter à UBS, a fim de garantir a transição, precoce, do cuidados e munir as equipes das UBS e a Coordenação da AB, de informações para embasarem os processos decisórios. Referente às internações de menores de um ano e os dados enviados à UBS do território e Coordenação da Atenção Básica, os dados demonstram que: no período entre janeiro e dezembro de 2023, ocorreram na, UPA, 60 internações, dessas 100% (N=60), foram enviadas às UBS do território e à Coordenação da AB, através do Sistema Computacional Online de Comunicação.
As informações são essências para os gestores e profissionais da Atenção Básica, pois, alicerçada nas informações, as estratégias para garantir proteção, promoção e prevenção a saúde são elaboradas, sobretudo referente a redução da mortalidade infantil. Todavia, somente a coleta, codificação, processamento e divulgação dos dados, isoladamente, sem que ocorra a sistematização e posterior utilização da informação produzida, não tem o potencial de subsidiar os atores dos serviços de saúde (usuários, profissionais e gestores) nos processos de decisórios. Sendo assim, considerando que a informação é um instrumento decisório a ser utilizado nos diversos pontos da RAS, sobretudo na porta de entrada (APS), e, considerando a efetividade no envio dos dados (100% das internações e desfecho) às UBS, utilizando o Sistema Computacional Online de Comunicação, concluímos que, trata-se de um projeto exitoso, pois, atinge 100% do seu objetivo: munir a APS de informações e assim, atuar na Linha de Cuidado Materno Infantil, auxiliando na Redução da Mortalidade Infantil Municipal.
Comunicação; Sistema, Redução mortalidade.
Elisabete Aparecida Ribeiro José, Adriana Batista Souza dos Santos, Angélica Diniz Gonçalves