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– Este trabalho foi realizado no “Espaço Colméia” que é um serviço de reabilitação psicossocial pela convivência e geração de trabalho e renda. O Espaço Coméia integra a Rede de Empreendimentos Solidários e é ligado à Rede de Atenção Psicossocial de Diadema, funcionando à luz dos preceitos da Reforma Psiquiátrica e Luta Antimanicomial propiciando aos usuários um local para potencializar autonomia, participação social e exercício da cidadania por meio da arte, cultura e geração de renda. O espaço conta com unidades produtivas de artesanato, horta e culinária e a comercialização dos produtos acontece por meio de parcerias com outras secretarias, a própria RAPS, a Economia Solidária e demais parceiros da comunidade. A prefeitura do município de Diadema mantém um convênio para campo de estágio de alunos de Medicina com a Universidade de São Caetano do Sul e o Espaço Colmeia recebe alunos de terceiro e quarto anos. Desta forma, esses alunos interagem diretamente com os usuários e participam da rotina cotidiana do trabalho nas unidades produtivas; acompanham os processos de execução de um produto, precificação e vendas. No final desse processo, podem acompanhar também a partilha dos lucros, bem como as Assembléias e suas deliberações. Assim, experienciam na prática a Reabilitação Psicossocial e todo o trabalho no território, aumento da contratualidade e autonomia dos sujeitos.
Este trabalho apresenta a integração entre a universidade, estudantes, preceptores e usuários dos serviços e objetiva demonstrar como a experiência neste campo de estágio pode ser rica, múltipla e exitosa no aprendizado do funcionamento de um serviço no SUS, saúde mental e economia solidária pelos estudantes que passam pelo Espaço Colmeia.
Foi feito relato pelo estudante e selecionada sequência de fotos demonstrando a interação dos estudantes de medicina com os usuários na rotina cotidiana do serviço.
Tanto o relato do estudante quanto a sequência de fotos apontam a diversidade de ações e inúmeros aprendizados que tanto os estudantes quanto os usuários experienciaram. Atividades que foram desde ensinar aos usuários novas receitas de pães até o uso de computador, possibilitaram aos estudantes um espaço importante para repensar a relação paciente/médico, assim como, o debate acerca dos preconceitos a que as pessoas com transtornos mentais ainda são submetidas em nossa sociedade
É essencial que práticas de integração do processo de ensino/aprendizagem sejam reforçadas e ampliadas para o fortalecimento de espaços de inclusão e de potencialização de autonomia das pessoas, evitando retrocessos nas práticas de cuidado que estão em sintonia com a Luta Antimanicomial e princípios da Reforma Psiquiátrica.
Educação em Trabalho, Economia Solidária, RAPS
Victor Luis Cardoso Silva Brena Paiva, Heloisa Elaine dos Santos, Vicente Lordello Cortez, Martha Emanuela Martins Lutti Mororó