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A supervisão de equipes no ambiente institucional é fundamental para garantir organização do trabalho, padronização de condutas e alinhamento às normas organizacionais. Em serviços que exigem interação humana intensa, como unidades assistenciais e administrativas, a prática da empatia representa ferramenta essencial para fortalecimento da comunicação e melhoria do clima organizacional. Entretanto, observou-se que parte dos colaboradores interpretabam a empatia de maneira equivocada, confundindo-a com amizade, permissividade ou informalidade excessiva, o que resultava em dificuldades no cumprimento de protocolos e na manutenção da hierarquia funcional. A experiência foi desenvolvida em setor operacional de uma instituição pública municipal, com equipe composta por profissionais de enfermagem, técnicos, enfermerios e supervisores. O processo teve início em junho de 2025 e permaneceu em desenvolvimento ao longo de cinco meses. A intervenção foi motivada por episódios recorrentes de ruídos de comunicação, resistência a orientações técnicas e interpretações distorcidas da relação entre empatia e autoridade. A análise buscou promover alinhamento comportamental e fortalecer a cultura institucional.
Avaliar a aplicação da empatia profissional no ambiente de trabalho durante processo de supervisão estruturada, identificando impactos no comportamento da equipe e no respeito à hierarquia funcional. Buscou-se medir a proporção de colaboradores que aplicavam empatia de forma adequada e aqueles que confundiam empatia com amizade ou permissividade. Objetivou-se ainda propor ajustes no processo de supervisão, reforçando limites profissionais, aprimorando a comunicação interna e fortalecendo práticas que sustentam a cultura organizacional e o cumprimento das normas técnicas.
A experiência foi desenvolvida por meio de observação direta da rotina operacional realizada exclusivamente pela supervisão formal da equipe, durante um período contínuo de 05 meses A supervisora registrou situações de comunicação, posturas profissionais, interação entre colaboradores, aderência às orientações institucionais e eventual ocorrência de condutas inadequadas. As anotações contemplaram apenas comportamentos funcionais, sem coleta de dados pessoais, mantendo foco na dinâmica organizacional e na relação entre empatia, postura profissional e hierarquia. Os registros permitiram classificar os colaboradores em dois grupos: o primeiro, representando 80% da equipe, demonstrou empatia profissional adequada e respeito às orientações da liderança; o segundo, correspondente a 20%, apresentou confusão entre empatia e amizade, além de dificuldades na manutenção da disciplina funcional. Não foram utilizadas entrevistas, questionários ou instrumentos adicionais. A análise baseou-se exclusivamente nas observações registradas durante o período de acompanhamento, garantindo fidelidade à prática cotidiana da equipe.
A análise identificou que 80% da equipe apresentou condutas compatíveis com empatia profissional, incluindo comunicação respeitosa, cumprimento das orientações da supervisão, postura adequada frente a conflitos e alinhamento aos fluxos estabelecidos. Esses colaboradores demonstraram clareza sobre a diferença entre acolhimento e permissividade, preservando limites profissionais e contribuindo para um ambiente organizacional equilibrado. Entretanto, 20% da equipe exibiu dificuldades significativas, como confusão entre empatia e amizade, excesso de informalidade, resistência a feedbacks e questionamento inadequado da hierarquia. Em alguns casos, verificou-se relativização de normas sob justificativas emocionais, resultando em conflitos internos, desorganização de processos e atrasos em atividades essenciais. A intervenção estruturada permitiu redução desses episódios e maior conscientização da importância da disciplina institucional, embora a necessidade de acompanhamento contínuo permaneça evidente.
A experiência demonstrou que a supervisão contínua, quando associada à empatia profissional, favorece a organização do trabalho e fortalece as relações funcionais. Os resultados satisfatórios em 80% da equipe evidenciam que a empatia pode ser aplicada como ferramenta de fortalecimento da comunicação e engajamento. No entanto, a distorção do conceito por 20% dos colaboradores reforça a necessidade de capacitações permanentes sobre limites profissionais, hierarquia e comportamento institucional. Conclui-se que a clareza de papéis, a liderança ativa e a padronização de protocolos são elementos indispensáveis para prevenir conflitos, evitar interpretações equivocadas e assegurar a integridade dos processos organizacionais. A continuidade do acompanhamento e educação permanente é essencial para consolidar as mudanças e promover ambiente laboral mais coeso e funcional.
SUPERVISÃO, ENFERMAGEM, EMPATIA, GESTÃO.
SARA BORGES DE SOUZA, THAIS LOZOVOI TOMAZ