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Campinas utiliza o sistema SIRESP – Sistema Informatizado de Regulação do Estado de São Paulo para gerenciamento da fila de espera do exame de Ultrassom Transvaginal (USGTV) pelas 69 unidades básicas solicitantes da Secretaria Municipal de Saúde-SMS. Esta fila é estruturada como agenda convencional no SIRESP a partir da inserção das solicitações do exame pelas unidades solicitantes. Este exame tem uma grande demanda e a Coordenadoria Departamental de Regulação Ambulatorial (CDRA) em novembro de 2023 inicia a implantação do projeto de Telerregulação para avaliação e organização da fila identificando casos de maior gravidade ou em desacordo com o Protocolo de indicação ou pacientes que não necessitam mais do recurso na demanda reprimida do Centro de Saúde (CS) que foi escolhido por ter o maior número de pacientes, total 756. Garantindo a qualificação da demanda, redução do tempo de espera e realização do agendamento de acordo com critérios de risco. Foi utilizado plataforma de saúde digital, adquirida pelo munícipio, para realizar o atendimento em Telessaúde dos pacientes que aceitaram esta modalidade de atendimento, ou seja, Telerregulação, com os profissionais da CDRA após confirmação de aceite via contato telefônico realizado pelo Disque Saúde através de listagem disponibilizada com o contato de cada usuária.
Avaliação da fila de espera de Ultrassom Transvaginal do CS na modalidade Telerregulação, a fim de promover a revisão e organização da fila desta unidade, detectando casos com priorização por maior gravidade, casos que já não necessitam mais do recurso ou estão em desacordo com protocolo de indicação da SMS-Campinas. Foi utilizado plataforma de saúde digital própria do munícipio, para realizar o atendimento dos pacientes que aceitaram passar em teleconsulta, por vídeo chamada, com os profissionais da CDRA após responderem sim, via contato por ligação feita pelo Disque Saúde municipal.
Em novembro de 2023, após avaliação da demanda reprimida do município, foi identificado que o CS apresentava demanda reprimida de 756 mulheres aguardando na fila para realizar o exame de USGTV. A CDRA propôs o Projeto de Telerregulação para esta unidade, com o objetivo de qualificar, organizar e reduzir o tempo de espera para o agendamento. O Projeto foi descrito junto ao Departamento de Ensino Pesquisa e Saúde Digital e organizado junto a Unidade em parceria com o Departamento de Saúde da SMS-Campinas. O fluxo foi estruturado da seguinte forma: Foi criada agenda de atendimento na plataforma digital, para 04 profissionais a cada 15 minutos e estruturado formulário de preenchimento após o atendimento de cada paciente. Enviado listagem de todas as pacientes para o Disque Saúde, serviço de telefonia, entrar em contato e realizar o agendamento na plataforma de saúde digital se houvesse o aceite. Realizado os atendimentos nos meses de novembro de 2023 a janeiro de 2024 pela equipe da CDRA e feito o preenchimento do formulário de atendimento. Após os atendimentos realizados via Telerregulação, a unidade era informada por e-mail dos desfechos e os casos com maior gravidade, identificados em consulta, foram agendados na prioridade no Siresp. Casos em desacordo com o protocolo de indicação eram solicitados reavaliação por parte da equipe assistencial do CS. Os pacientes que não necessitavam mais do recurso foram excluídos da fila.
Do número total de 756 pacientes da lista de espera, 357 pacientes tiveram tentativas de contato telefônica sem sucesso, realizados pelo Disque Saúde, perfazendo 47,22% do total de mulheres aguardando na fila. Foram contactadas 399 pacientes e deste público foram agendados 275 e atendidas 171 representando 62,2% do total de agendamentos e houve 104 ausências, correspondendo a 37,8% de faltas conforme tabela abaixo. Das 275 pacientes agendadas em telerregulação, foram identificadas 77 pacientes com maior gravidade e realizamos os agendamentos na prioridade para o USGTV. Foram mantidas na fila 86 para agendamento conforme oferta de vagas e foram identificados 08 pacientes que não necessitavam mais do recurso e excluídas da demanda reprimida. Portanto foram identificadas 45.02% de casos que precisavam ser agendadas em tempo oportuno de acordo com critério de gravidade para este exame, das mulheres que se disponibilizaram a serem atendidas na modalidade de telerregulação.
A telerregulação é uma ferramenta valiosa que permite às equipes de unidades regulatórias analisarem e gerenciar as longas filas de espera, otimizando recursos e melhorando o agendamento de atendimentos com base em critérios de risco. Isso não só ajuda a atender os usuários de forma mais eficiente, mas também torna o trabalho de regulação municipal mais transparente. No entanto, ainda enfrentamos grandes desafios, como a necessidade de adquirir plataformas de saúde digital, que são essenciais para o sucesso dessa abordagem. Além disso, é importante notar que a população ainda não está totalmente acostumada com essa modalidade de atendimento, resultando em algumas recusas. A adaptação e a educação da população são passos fundamentais para o avanço desse modelo. A telerregulação é uma ferramenta poderosa que pode transformar a forma como os serviços de regulação do SUS trabalham. Para que isso aconteça, é fundamental que o conceito seja amplamente divulgado, para que todos compreendam seus benefícios e potencial. Além disso, capacitar as equipes de regulação é essencial para que elas se sintam confiantes e motivadas a integrar essa prática em seu dia a dia.
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VIVIANE LOURENÇO GUIMARÃES, VERONICA BATISTA GOMES LEITÃO, DENISE VIEIRA ANTUNES DO AMARAL, VERA ALICE BOLZANI BERNI, DANIELLE BALESTERO DOS SANTOS, RENATA JOYCE LUIZ, SHIRLEY CRISTINE BRITO DAGUANI