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As teorias de enfermagem conferem reconhecimento à Enfermagem como ciência e disciplina, além de estabelecerem fundamentos que conduzem o pensamento e a ação prática da enfermagem. O uso da teoria promove um meio sistemático de coletar dados para descrever, explicar e prever a prática, tornando a atuação racional e sistemática, desafiando e validando a intuição. As teorias de enfermagem contribuem para a coordenação do trabalho e possibilitam a diferenciação das outras profissões ao estabelecer seus limites profissionais. Uma das teorias considerada de grande importância para a prática da enfermagem, principalmente para a enfermagem psiquiátrica, é a Teoria das Relações Interpessoais de Hildegard Elizabeth Peplau. O papel maior do enfermeiro é estabelecer o processo de comunicação e relacionamento terapêutico como objetivo principal do cuidado humano, estimulando o enfrentamento das dificuldades ou problemas e o desejo de permanecer saudável. Esta aborda as relações interpessoais e tem como finalidade explicar o processo interpessoal que envolve paciente e enfermeiro, relacionando as causas e os efeitos dessa interação, e, apresentando, como e porquê os elementos constituintes da teoria se relacionam.
Refletir sobre a importância da Teoria das Relações Interpessoais de Peplau, contextualizada com o processo de formação da identidade do enfermeiro na realização de grupo terapêutico em saúde mental e psiquiatria na unidade CAPSIJ.
Foi colocado em prática os estudos da obra sobre as Relações Interpessoais de Peplau nos encontros semanais com as crianças da unidade CAPSIJ, através do referencial pautado no processo de enfermagem, dando a oportunidade do paciente poder falar sobre si mesmo e tomar consciência do que esta sendo dito, ajudando no surgimento de novas formas de pensamento e de percepção dos problemas que tem vivenciado.
A teoria de Peplau pôde ajudar muitas crianças que são atendidas no grupo terapêutico na unidade CAPSIJ. Através dos feedback realizados pelas famílias e pela própria avaliação do profissional enfermeiro, tem observado que as crianças que possuem as hipótese diagnóstica de: Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH); Transtorno Opositivo Desafiador (TOD) e Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) conseguem ter uma melhora em sua qualidade de vida, entendendo que existem outras pessoas que estão dispotas a também cuidar do que estão sentindo.
Ao analisar todo o contexto, é essencial que os enfermeiros busquem cada vez mais apropriar-se das teorias de enfermagem, corpo de conhecimento próprio da área, a fim de avaliá-las e utilizá-las como ferramentas de aplicação prática e guia de investigação. Só através do embasamento científico que o enfermeiro poderá proporcionar uma melhora significativa na vida da criança que possuem algum transtorno mental. A enfermagem é responsável pelo ato de cuidar, o enfermeiro tem o desafio de superar as suas próprias limitações buscando maneiras de elaborar e implantar planos assistenciais que promovam ação terapêutica valorizando a cultura, valores, crenças e expectativas do cliente lembrando que cada pessoa é uma estrutura bio-psico-sócio-espiritual com sua forma de agir e pensar.
Teoria da Enfermagem, Relação Interpessoal, CAPSIJ
MURILO PRADO VICENTE, JOSIANE CRISTINA DE SOUZA, ALESSANDRA MARIA PEDROSO MENDES, PAULA ROBERTA PEDRUCI LEME