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A territorialização na Atenção Primária é ferramenta estratégica para gestão e planejamento do cuidado no Sistema Único de Saúde. Em Santo Antônio do Aracanguá, há 2.138 idosos (60+), muitos com doenças crônicas, fragilidades sociais e mobilidade reduzida. A experiência buscou mapear e monitorar a população idosa, promovendo cuidado integral, prevenção de agravos e fortalecimento do vínculo comunidade-equipe. O protagonismo dos ACS permitiu identificar necessidades específicas, subsidiar decisões multiprofissionais e qualificar intervenções de saúde, garantindo maior equidade e resolutividade no território.
Estratificar risco e organizar acompanhamento dos 2.138 idosos, identificar vulnerabilidades clínicas e sociais, planejar e executar ações preventivas e educativas, fortalecer o vínculo comunitário e ampliar a resolutividade da Atenção Primária, garantindo cuidado integral e contínuo.
Os ACS realizaram visitas domiciliares a 100% das residências com idosos, atualizando cadastros com informações sobre doenças crônicas, uso de medicamentos, presença de cuidador, rede de apoio, moradia e fatores de risco. As informações foram consolidadas e discutidas em reuniões semanais da equipe multiprofissional, permitindo estratificação de risco em alto, médio e baixo. Foram definidas estratégias de acompanhamento individualizado, incluindo visitas compartilhadas, monitoramento de casos prioritários e organização de grupos educativos sobre prevenção de quedas, autocuidado e adesão terapêutica, com registro sistemático em sistemas de informação do SUS.
Foram cadastradas e visitadas 100% das residências com idosos, permitindo identificar 15% em situação de alto risco para acompanhamento intensivo. Observou-se aumento da adesão às consultas programadas, participação em ações educativas e melhora no controle das condições crônicas. A experiência fortaleceu o vínculo comunidade-equipe, otimizou a organização das microáreas e possibilitou decisões estratégicas baseadas em dados, qualificando o cuidado integral e longitudinal da população idosa.
A territorialização mostrou-se ferramenta estratégica para qualificar o cuidado integral à pessoa idosa, permitindo priorização de atendimentos e monitoramento contínuo. O protagonismo dos ACS foi determinante para identificar vulnerabilidades e subsidiar decisões multiprofissionais. Como perspectiva futura, pretende-se manter atualização periódica dos cadastros, ampliar indicadores de monitoramento e consolidar ações preventivas voltadas ao envelhecimento saudável, fortalecendo a Atenção Primária como referência de cuidado equitativo, resolutivo e centrado na pessoa idosa.
Territorialização, ACS, Idoso, Envelhecimento
MARIA VALERIA MARQUES, TAINA SILVA BRAGA, NEIDE CATARUSSI DA SILVA, JOSIELE URBANO GONÇALVES DO PRADO, ELISABETH ALVES DA SILVA, LUCINEIA APARECIDA DOS SANTOS FERREIRA, MARILENE NUNES DA SILVA, CARLOS EDUARDO DE SOUZA COUTINHO, CARLA ROBERTA REZENDE, ROSELI VIEIRA DE BARROS, LEILLYANE RAMALHO SILVA