Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
No contexto do cuidado à pessoa com hipertensão arterial, a Estratificação do Risco Cardiovascular (ERC) é uma ferramenta essencial, pois ela orienta decisões terapêuticas mais assertivas com base em dados específicos. Subsidia também a implementação de intervenções tanto medicamentosas (uso de anti-hipertensivos para controle da pressão arterial e proteção de órgãos-alvo) quanto não medicamentosas (como mudanças no estilo de vida), indicadas para todos os casos de HA. A Unidade Básica de Saúde Jardim Campinas, localizada na Supervisão Técnica de Saúde (STS) Parelheiros, atua no modelo de Estratégia Saúde da Família (ESF) e conta com cinco equipes de Saúde da Família. Em 2024, a unidade iniciou a utilização do Prontuário Eletrônico do Cidadão (PEC), o que possibilitou organizar e padronizar as informações referentes à classificação de risco dos pacientes com DCNT, especialmente os hipertensos. No entanto, apesar do avanço tecnológico, os dados apontam um cenário preocupante: dos 2.258 pacientes hipertensos autodeclarados cadastrados na unidade, apenas 221 (cerca de 10%) haviam sido ERC até junho/2025, número que evidencia uma lacuna importante no cuidado longitudinal, que pode comprometer a efetividade das ações de prevenção e manejo adequado da hipertensão. Este projeto teve como objetivo discutir o processo atual de ERC da Unidade e identificar as barreiras que dificultavam a classificação de risco dos pacientes, propondo estratégias viáveis melhorar esse indicador.
Descrever as ações realizadas para aumentar a Estratificação do Risco Cardiovascular (ERC) dos pacientes Hipertensos cadastrados na UBS Jardim Campinas.
Relato de experiência, que busca ampliar a ERC dos pacientes hipertensos cadastrados na UBS Jardim Campinas, fez parte do plano de intervenção do curso Especialista em Melhoria do Hospital Albert Einstein, em parceria com IHI. Inicialmente, foi estabelecido um time de melhoria, buscando engajar representantes da UBS para planejamento, monitoramento e avaliação das ações que seriam desenvolvidas. Realizou-se um diagrama de afinidades para identificar os principais problemas para realizar a ERC na Unidade. Estabeleceu-se 3 ações a serem desenvolvidas e testadas para mudança: otimizar a participação dos usuários nos grupos educativos para inclusão na linha de cuidado da hipertensão; realizar busca ativa dos hipertensos pelas equipes; envolver o campo de estágio de enfermagem no serviço no processo de ERC de pacientes hipertensos.
A Unidade possuía 0,2% de pacientes hipertensos com ERC em junho/2025, a partir das atividades desenvolvidas em dezembro/2025 alcançaram 30% de ERC, destes: 5% dos pacientes apresentavam Baixo Risco, 11% Médio Risco, 16% Alto Risco e 7% Muito Alto Risco, dados que subsidiam as ações dos profissionais e pacientes para o adequado acompanhamento longitudinal. Almeja-se a melhoria contínua deste processo e a ERC de todos os hipertensos cadastrados na Unidade.
A ERC consiste numa ferramenta essencial para qualificar o cuidado, sendo uma etapa fundamental para garantir um acompanhamento individualizado, eficiente e seguro dos pacientes hipertensos. As ações propostas para melhoria do processo na Unidade foram eficientes para aumentar os indicadores de ERC, entretanto precisam fazer parte da dinâmica e rotina dos atendimentos para garantia e manutenção do processo.
Estratificação de Risco Cardiovascular
MARIA APARECIDA DOMINGUES