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INTRODUÇÃO: A esquizofrenia paranoide é a forma da doença referente à perturbação dos afetos, apresentando delírios e alucinações, comportamento irresponsável e imprevisível, pensamento desorganizado e discurso incoerente. Desenvolvem rapidamente sintomas negativos, com características de risos sem motivo, expressões bizarras, condutas tolas, descuido com própria aparência, dificuldade de expressar seus sentimentos. O paciente começou a apresentar a doença citada desde criança, SIC “por familiares” demonstrando agressividade física e verbal, sentindo-se rejeitado, cobrando a presença paterna, pelo fato do pai ter abandonado a família, descobrindo-se após exames e internações esta doença, a qual levou sua família interna-lo por diversas vezes com o irmão, o tio materno mantinha o portão com cadeado devido a sua agressividade e intolerância familiar e preconceito da sociedade. Pois o mesmo quando em quadro agudo de sua doença, apresentava heteroagressividade, hostilidade sendo imprevisível, onde ate mesmo familiaresencontravam dificuldade em lidar com tal quadro.
FINALIDADE DA EXPERIÊNCIA: Este projeto tem a finalidade de expor o trabalho realizado pela equipe multiprofissional da saúde com o paciente M. W. B. . Este trabalho efetivou-se no ano de 2022 (dois mil e vinte dois), trabalhando a reinserção social e familiar, pois este passou 20 (vinte) anos entre internações nos hospitais psiquiátricos como Bezerra de Menezes, Polo de Atenção Intensiva em Saúde Mental (PAI) ambos na cidade de Presidente Prudente SP, bem como cárcere privado em sua residência nesta fase foi acompanhado em um modelo hospitalocêntrico de atendimento, onde se priorizava a terapia medicamentosa e isolada, evidenciando uma doença e não um ser humano que é portador de um transtorno mental, capaz de receber tratamento humanizado como preconiza a Política Nacional de Humanização
DINÂMICA E ESTRATÉGIAS DOS PROCEDIMENTOS USADOS: A equipe multiprofissional sempre esteve embasada em princípios de reinserção social, lembrando que esta foi aprimorando no caso ao decorrer dos atendimentos e situações, pois este foi o primeiro caso do Município, onde o paciente encontrava-se em cárcere privado, visto que este foi considerado o caso de Esquizofrenia de maior complexidade e gravidade do Estado. Sendo assim, a primeira estratégia adotada pela equipe foi conhecer o caso do paciente através do hospital psiquiátrico que estava acompanhando o mesmo. Posterior realizando reuniões familiares em tentativas de mediar conflitos familiares, fazendo fins sociais e compromisso com a família. Envolvimento da equipe no caso citado para que fosse desenvolvido em cada função seu papel para que o mesmo fosse assistido em todas suas necessidades. Foi realizada também a reinserção na casa terapêutica através do CAPS, passeios, auxiliado e estimulado pela equipe da residencia terapêutica. Estimulo de ocupação e utilidade através dos cuidados de higiene pessoal, do seu ambiente, bem como ações especificas designada pela equipe.
INDICADORES/VARIÁVEIS/COLETA DE DADOS: Com o decorrer do tratamento e acompanhamento após abordagem de reinserção, pode-se observar a evolução e melhora do quadro clinico do paciente, visto que este deixou de ser hostilizado tanto pela família bem como pela sociedade havendo o envolvimento conjunto para que o paciente se sentisse acolhido obtendo melhor qualidade de vida.
CONCLUSÕES: Esta experiência profissional citada através de acompanhamento ampliado nos permitiu a formulação de acordos mínimos entre a justiça e a saúde, buscando, sobretudo uma pratica em consonância com a lei 10.216, que dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. Sabemos, pelas nossas experiências como seres humanos (“loucos” ou não!): nos momentos de grande embaraço e perturbação, quando o sujeito não pode contar com recursos simbólicos para endereçar seu sofrimento e haver-se com ele, a agressividade pode ser uma resposta. Quando a rede onde o sujeito estabelece seus laços é rompida, sem que encontre formas de enlaçar-se novamente, uma ação motora pura, agressiva, pode vir a ser a única resposta possível. Em suma, temos por certo que o tratamento em saúde mental, envolve toda a complexidade e individualidade no cuidado que qualquer sujeito exige, a saber, o respeito ao sofrimento humano.
saúde mental, residencia terapeutica
ana caroline de souza silva, ana paula bonfim de souza