Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
Segundo Lemgruber (2009) A história da Psicoterapia Breve tem o seu fundamento intimamente ligado com a história da Psicanálise, inicialmente com Freud e em sequência com os seus predecessores, destacando-se o Psicanalista Húngaro, Sándor Ferenczi. A população existente no planeta no período da primeira guerra mundial era de cerca de um Bilhão e seiscentos milhões habitantes, já no período pós guerra mundial, para ser mais especifico no século XXi, a população é de mais de seis bilhões e quinhentos milhões de pessoas, tal aumento populacional propulsiona grande mudança também nos modelos psicoterapêuticos.Segundo Menezes, Casanova e Batista (2021) Segundo o novo modelo proposto por Ferenczi são adicionadas mudanças extremamente importantes para o que o desenvolvimento da Psicoterapia Breve, o que propõe uma ruptura com o modelo clássico da psicanálise, uma dessas mudanças foi a técnica ativa que buscava estimular mudanças ativamente no comportamento do paciente, propondo enfrentar medos e superar angústias
Diante da crescente demanda do atendimento psicoterapêutico e o ideário de uma psicoterapia individualista e privatista, levando o sujeito a um isolamento no seu modo ser e fazer diante e do mundo e das relações, ou seja, universalizando e subjetivando o sujeito psicológico o atendimento psicoterapêutico muda o seu paradigma para um atendimento que privilegie o grupo, sendo assim, já não estamos observando um modelo ontológico isolado e apenas intrapsiquico, mas pensando as relações e como a pessoa age no mundo para além dos seu sintomas. O grupo psicoterapêutico apresenta-se neste modelo como alternativa dupla pondo fim no ideário privatista e individualista da classe média como padrão de atendimento psicológico e permitindo que sujeito reforce seus laços e vínculos intersubjetivos mesmo diante do grupo. Neste sentido é possível trabalhar os aspectos do consumo abusivo de substancia sem isolar o fenômeno a uma mera saída ontológica ou individualizante.
A metodologia da experiência se dá, diante da construção do projeto terapêutico singular e da realização do grupo. O projeto terapêutico singular é uma tecnologia que visa o cuidado do sujeito de maneira ampliada, levando em consideração os aspectos territoriais, familiares, do território podendo ser de curto médio e longo prazo. Para que tal processo se inicie há a discussão de caso emn reunião multiprofissional, levando em considerações os sintomas, as potencialidades do sujeito e o que precisa ser cuidado neste sentido pensa-se no trabalho em grupo e na redução de danos como forma de cuidado geral, estimulando o sujeito no enfrentamento do sintoma e na apropriação das potencialidades.
Com relação aos resultados vale se ressaltar maior vinculo entre o terapeuta e usuário o que leva a uma maior adesão do usuário ao grupo, o setting também tem se demonstrado importante neste sentido, pois o grupo por ter numero de atendimentos definidos (breve e focado) gera um Ambiente Suficiente mente Bom, permitindo que o sujeito sinta-se mais seguro e confortável para falar.
O grupo se demonstra extremamente favorável para um dialogo entre as motivações emocionais para o uso abusivo de substancias, o desejo do sujeito, sua relação com a família e o território. Permitindo assim uma experiência que possa ancorar as estratégias de redução de danos. O caráter grupal é fundamental para que tal experiência possa ocorrer, o todo é mais importante do que a mera soma das partes, então cada experiência idividual tem imenso valor para o grupo como um todo, permitindo compartilhamento de experiências maior adesão ao cuidado e um sentimento mutuo de empatia.
Psicoterapia em grupo; Redução de danos; Saúde men
ANTONIELLA SANTOS VIEIRA, BÁRBARA BELLA URBAN, WAGNER DOUGLAS OLIVEIRA DOS SANTOS, LAYS GABRIELA DA SILVA FONSECA