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A 14ª Conferência Municipal de Saúde de São Vicente estabeleceu como diretriz políticas de gestão do trabalho que cuidem do futuro do SUS. Nesse cenário, o ingresso de novos servidores exige um rito que supere a burocracia, focando na saúde mental e no envelhecimento saudável do trabalhador desde o primeiro dia. Sob a égide do Plano Municipal de Humanização (Decreto 6866/25), esta experiência justifica-se pela necessidade de combater o sofrimento institucional, transformando a chegada do servidor em um momento estratégico de pertencimento. O projeto, coordenado pelo RH e COEPHS, conta com a participação do Gabinete e Diretorias da Secretaria da Saúde, demonstrando que a integração é uma ferramenta de gestão para a sustentabilidade da rede. Ao conectar novos profissionais a veteranos, promove-se o compartilhamento de saberes, preparando o ingressante para um envelhecimento funcional saudável e prevenindo o adoecimento mental precoce. A experiência compreende a transversalidade do envelhecimento aplicada à força de trabalho: um servidor acolhido e consciente de seu papel na rede é o pilar para um cuidado integral e equânime. O benefício estendeu-se aos 69 novos servidores no ultimo quadrimestre e à rede assistencial, consolidando uma política pública que reconhece o trabalhador como o principal ativo para um SUS eficiente e humanizado, garantindo que o envelhecimento funcional ocorra com dignidade, conhecimento técnico e segurança institucional.
●Implementar o rito de integração mensal como estratégia de gestão do trabalho e promoção da saúde mental, combatendo a invisibilidade e o estresse de ingresso ●Fomentar o envelhecimento funcional saudável através de espaços de escuta qualificada e reconhecimento institucional desde o início do ciclo laboral ●Fortalecer a governança e o conhecimento sobre a Rede SUS e o organograma municipal, otimizando o papel do servidor na organização do cuidado ●Prevenir o assédio moral e mitigar conflitos interprofissionais por meio de práticas colaborativas e mediação dialógica de conflitos ●Consolidar a integração entre a gestão central (Gabinete e Diretorias) e os trabalhadores da ponta, promovendo transparência e senso de pertencimento ●Sensibilizar os novos ingressantes para as diretrizes da PNH e para a transversalidade do envelhecimento, preparando-os para as demandas complexas do território e para a própria longevidade produtiva no serviço público.
A experiência é desenvolvida mensalmente pelo RH e COEPHS como estratégia de Educação Permanente, constando na agenda do gabinete para participação dos Gestores. A metodologia utiliza oficinas presenciais e ferramentas audiovisuais, estruturando-se em vivências institucionais. O ciclo inicia-se com um vídeo institucional que contextualiza a potência da rede SUS local, seguido por falas de representantes do Gabinete e Diretores sobre o organograma e o papel estratégico de cada unidade. Um diferencial inovador é a visita monitorada ao prédio da Secretaria de Saúde, aproximando o servidor da gestão central e humanizando as relações hierárquicas. O conteúdo aborda os princípios do SUS e da PNH através de metodologias ativas, abrindo espaços para a escuta de expectativas e vivências anteriores. São realizadas rodas de convera sobre práticas colaborativas para a diminuição de conflitos e prevenção ao assédio moral, protegendo a saúde mental do trabalhador. A transversalidade do envelhecimento é trabalhada na perspectiva do Ciclo de Vida do Trabalhador, discutindo como a organização do trabalho pode proteger a capacidade funcional ao longo da carreira. O processo garante que o conhecimento dos trabalhadores antigos seja transmitido de forma acolhedora aos novos, garantindo a continuidade da memória e valor institucional. O monitoramento ocorre via instrumentos de avaliação de clima e satisfação, permitindo o aprimoramento contínuo dos fluxos apresentados.
A formalização do rito alcançou 69 servidores em 5 turmas, garantindo a democratização das informações. A participação ativa do Gabinete e Diretorias resultou na quebra de barreiras hierárquicas, reduzindo a ansiedade do período probatório e fortalecendo a segurança profissional. Qualitativamente, os espaços de escuta identificaram precocemente riscos psicossociais, permitindo intervenções que preveniram o isolamento e o estresse ocupacional. A introdução de temas como assédio moral e mediação de conflitos elevou o padrão ético das relações interpessoais. A visita técnica reduziu erros de fluxo assistencial, otimizando a resposta às demandas da rede. Servidores integrados demonstraram maior sensibilidade no acolhimento de populações vulneráveis e idosos, fruto da sensibilização sobre a PNH. O envelhecimento saudável do trabalhador tornou-se uma pauta legítima de gestão, refletida na melhora dos indicadores de satisfação interna. A experiência comprovou que a integração prepara o servidor para um ciclo laboral longevo e produtivo, prevenindo o adoecimento mental precoce e garantindo que o olhar do novo profissional seja aliado à experiência do veterano. Os resultados reafirmam que a gestão do trabalho é o coração de uma rede eficiente, onde acolher com dignidade o trabalhador é o primeiro passo para garantir a integralidade do cuidado no território.
A experiência confirma que investir na gestão do trabalho é garantir o futuro da saúde pública. A integração humanizada revelou-se um rito de passagem essencial para a saúde mental do servidor, transformando a invisibilidade em protagonismo. Conclui-se que o envelhecimento saudável do trabalhador começa no acolhimento, através de uma rede que oferece suporte e transparência. A aproximação entre gestão central e trabalhadores da ponta fomentou uma cultura de paz que previne o assédio moral e valoriza a trajetória profissional. A expectativa é consolidar este modelo como o pilar de uma política de Educação Permanente, onde o servidor é reconhecido como o principal ativo estratégico da Rede SUS. Ao alinhar as diretrizes da 14ª Conferência Municipal com as práticas do cotidiano, São Vicente forma defensores de um sistema universal e equânime. A vivência demonstra que a transversalidade do envelhecimento deve contemplar quem cuida: garantir que o conhecimento dos veteranos seja acolhido pelos novos fortalece a memória institucional e a sabedoria assistencial. Cuidar de quem ingressa é pactuar um futuro de trabalho digno, resiliente e focado na excelência do cuidado integral ao cidadão.
Acolhimento, humanização, gestão do trabalho
DANIELA CRESCENTE ARANTES ARAUJO MARQUES, CARLA VANESSA FIOROTTO GERALDINO, MICHELLE LUIZ SANTOS, MARION SANCHES LINO BOTTEON