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O Programa Melhor em Casa foi criado em 2011 pelo Ministério da Saúde com o objetivo de oferecer o atendimento domiciliar aos pacientes que necessitam de monitoramento mais frequente, reduzindo internações e ocupações de leito desnecessárias, além de complicações clínicas. Permitindo que o cuidado ocorra em um ambiente mais acolhedor, próximo à família, promovendo maior humanização e qualidade de vida ao paciente. Além disso, o atendimento domiciliar contribui para evitar reinternações e otimizar os recursos do sistema de saúde. A experiência dessa articulação entre os serviços teve início em agosto de 2024, com o intuito de estreitar a interface com a unidade, alinhando os processos de apoio, relacionadas a transição do cuidado. Todo esse processo fortalece a transição segura e eficaz do cuidado dos pacientes, garantindo o seguimento do Projeto Terapêutico Singular (PTS) mesmo após a alta. JUSTIFICATIVA Diante desse cenário, a presente experiência justifica-se pela necessidade de fortalecer a articulação entre o Melhor em Casa e as Unidades Básicas de Saúde (UBS), visando garantir um cuidado integral e longitudinal ao paciente. A atuação conjunta entre as equipes favorece um melhor entendimento das condições clínicas e sociais dos usuários, permitindo que o plano terapêutico seja ajustado de forma mais assertiva e individualizada.
Fortalecer a relação entre o Programa Melhor em Casa e a Atenção Primária à Saúde (APS), garantindo a continuidade do cuidado e a transição segura dos pacientes entre os serviços, reduzindo internações evitáveis e melhorando a qualidade da assistência domiciliar. Especificamente pretende-se estabelecer um fluxo de transição do cuidado entre os serviços.
As inclusões oriundas da atenção básica de saúde são agendadas via email, e articuladas compartilhada entre os serviços. No momento da visita domiciliar é realizado o preenchimento do Instrumento de Avaliação para Elegibilidade ao Cuidado Domiciliar em Saúde (IAECH), classificando o paciente em modalidades de Atenção domiciliar, sendo inclusos aqueles com pontuação acima de 9. O processo de alta ocorre para todos os pacientes que finalizam o período de acompanhamento no programa, principalmente por melhora clínica ou estabilização do quadro. Este processo é agendado via email ou pactuado durante nossas reuniões de matriciamento. As altas são assinadas de maneira compartilhada entre paciente ou cuidador, profissional EMAD e profissional da Unidade básica de Saúde, desta maneira realizando a transição do segura do cuidado.
A articulação entre os serviços permitiu um fluxo mais eficiente de encaminhamentos, garantindo que os pacientes fossem corretamente avaliados e inseridos no programa com maior assertividade. Além de evitar readmissões desnecessárias. No processo de alta os pacientes e familiares também demonstraram maior segurança e tranquilidade, pois o acompanhamento em conjunto pelas equipes trouxe mais clareza sobre o processo de cuidado, diminuindo dúvidas e promovendo uma assistência mais humanizada. Dessa forma, os resultados evidenciam que fortaleçamos a rede de Saúde e potencializemos a coordenação do cuidado.
Consideramos que a realização desse fluxo, em conjunto entre os serviços do Programa Melhor em Casa e a Unidade Básica de Saúde de referência do paciente, potencializa o cuidado e melhoram os processos internos de inclusão e alta segura. Neste modelo de fluxo, o paciente e sua família demonstram-se seguros para receber a alta e continuar os cuidados com a UBS.
emad, ubs, trabalho, equipe
YASMIN THAINA NOVAIS SEVERINO, EDILY ANDRADE CRUZ