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A gestão municipal moderna precisa integrar tecnologias digitais na prática de cuidados de saúde, além da simples modernização administrativa. No contexto dos cuidados paliativos domiciliares, especialmente para pacientes com doenças terminais ou crônicas graves, a utilização de tecnologias digitais oferece novas possibilidades para o monitoramento remoto e a gestão eficiente do cuidado. No entanto, um aspecto igualmente importante é o investimento na educação permanente dos profissionais de saúde, para que esses possam oferecer cuidados de alta qualidade, humanos e sensíveis às necessidades dos pacientes e suas famílias. Nossa experiência na prática de cuidados domiciliares paliativos tem demonstrado como essas duas vertentes—uso de tecnologias e formação contínua—podem contribuir para garantir conforto, dignidade e qualidade de vida aos pacientes em seus últimos momentos, além de apoiar emocionalmente os familiares nesse processo de finitude.
• capacitar equipes de saúde municipais para fornecer cuidados paliativos domiciliares com foco em dignidade e qualidade de vida. • integrar o uso de tecnologias digitais para monitoramento remoto e otimização dos cuidados prestados. • proporcionar apoio contínuo às famílias durante o processo de luto e tomada de decisões críticas no fim de vida. • incorporar a formação contínua em cuidados paliativos na educação permanente dos profissionais de saúde.
A experiência foi baseada no acompanhamento de uma paciente com demência avançada e lesões por pressão, onde a equipe de cuidados paliativos foi treinada e capacitada para usar tecnologias de monitoramento remoto, como sensores de saúde e plataformas digitais de comunicação. A equipe recebeu treinamentos periódicos, com foco no manejo de sintomas e na comunicação empática com a família, além de sessões de apoio psicológico. A plataforma digital utilizada permitiu acompanhar em tempo real as condições de saúde da paciente, permitindo intervenções mais rápidas, e orientações sobre o processo de falecimento foram fornecidas à família. A educação permanente foi aplicada tanto em treinamentos técnicos quanto em momentos de apoio emocional à equipe.
• A paciente recebeu cuidados contínuos até o momento de seu falecimento, com controle eficaz da dor e manejo das lesões por pressão. • A família, com o apoio emocional da equipe e orientação clara sobre o processo de falecimento, enfrentou o luto de maneira mais tranquila e sem grandes angústias. • O monitoramento remoto possibilitou a minimização do sofrimento físico da paciente, que teve uma morte tranquila. • A equipe de saúde recebeu suporte psicológico, o que contribuiu para uma abordagem mais humanizada e sensível, resultando em um cuidado de qualidade. • A introdução de tecnologias de saúde digital otimizaram a gestão do cuidado domiciliar sem comprometer a humanidade e a empatia no atendimento.
A implementação de tecnologias digitais nos cuidados paliativos domiciliares, aliada à educação permanente das equipes de saúde, representa uma grande evolução na gestão municipal de saúde. A experiência vivida no acompanhamento de nossa paciente demonstrou que, ao unir inovação e sensibilidade, é possível proporcionar cuidados de qualidade, minimizar o sofrimento dos pacientes e apoiar a família no processo de luto. No entanto, é fundamental que a gestão municipal continue a investir na capacitação contínua dos profissionais e na acessibilidade digital para garantir que a digitalização dos cuidados se traduza em um atendimento mais humano e eficaz. A nova gestão digital de saúde deve ser, antes de tudo, centrada no ser humano, com foco no conforto, na dignidade e na melhoria da qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias.
Digital, cuidados paliativos, inovação na gestão.
CAMILA SAMIA FERRAZ MOREIRA, CILENE DE FATIMA ROSA, MAXIMILIANO DA SILVA COSTA, TAMIRES PEREIRA DOS SANTOS