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T.F.B.A., 57 anos, sexo feminino, HAS, DM2, etilismo social e obesidade mórbida. Sob uso continuo de Metformina 850mg 2X/dia, Captopril 25mg 3X/dia. Paciente admitida no ambulatório de feridas com diagnóstico de Erisipela Bolhosa no dia 09/11/2022, após hospitalização para desbridamento cirúrgico em necrose de lesão extensa na face anterior perna D, devido histórico de várias passagens pela UPA por dor intensa, DMD e HAS. A conduta médica com clindamicina + nimesulida foi por três semanas seguidas. A mesma retornou para troca de curativos em 22/11/2022, ainda com necrose de coagulação, exsudato abundante, hiperemia ao redor da lesão, dor intensa.
Controle de carga microbiana e biofilme; Desbridamento autolítico; Gerenciamento do exsudato; Absorção não difusa para manutenção das bordas e perilesão; Conforto ao paciente e remoção atraumática durante as trocas; Reduzir o edema do MID e dor; Acelerar a cicatrização.
Relato de caso realizado no ambulatório de feridas no município de Bertioga –SP, entre 25/01/2023 à 21/06/2023. Aplicado termo de consentimento livre e esclarecido para registro fotográfico e divulgação. Iniciado aplicação do UrgoClean Ag no dia 25/01/2023 a fim de promover controle antimicrobiano, antibiofilme e ação combinada. No dia 27/02/2023 aplicado Urgo K2 + UrgoClean Ag. Alterado a conduta no dia 01/06/23 para aplicação do Urgo K2 + UrgoStart Plus Pad. Desde o dia 19/07, segue o acompanhamento sob uso apenas do Urgo Start Plus Border até a data presente. Inicialmente realizado trocas 3x na semana e alternando as trocas conforme avaliação clínica da lesão. Atualmente a paciente segue sendo avaliada 1x na semana. A cada troca foi realizado limpeza de acordo com o protocolo do ambulatório com solução PHMB. Para tal estudo foram realizadas aplicações da cobertura UrgoClean Ag, Urgo K2, Urgo Start Plus Pad e Urgo Start Plus Border, durante 24 semanas.
O estudo clínico foi proposto à paciente, devido toda dificuldade da não resposta ao tratamento que estava sendo realizado. A apresentava DM tipo 2 descompensada, HAS, se queixava de muita dor e apresentava dificuldade na locomoção. O estudo apresentou excelentes resultados, onde o mesmo atingiu todos os objetivos estabelecidos. A lesão no MID região do terço superior e médio, houve redução de 80% em 21 semanas. Já, a lesão no MID na lateral do terço superior, cicatrizou 100% em 11 semanas. Nota-se que uma boa avaliação, acompanhamento e conduta adequada, favorecem o tratamento como um todo. O quanto antes iniciar o tratamento com a conduta correta, mais rápido serão os resultados.
Apesar de todas as comorbidades apresentadas pela paciente que pudessem ser fatores que desfavorecessem o processo de cicatrização, a evolução das lesões superaram as expectativas. A conduta inicial foi o diferencial para o tratamento da lesão, pois ação das fibras poliabsorventes + TLC AG, resultou na limpeza de todos os debris. O sistema multicomponente, sendo o padrão ouro no tratamento de lesões venosas, reduziu drasticamente o edema, dor e manteve o retorno venoso adequado de forma segura. Enquanto, as fibras poliabsorventes + TLC NOSF, controlou o excesso de Metaloproteases e acelerou o processo de cicatrização.
Lesão Venosa Infectada, Comorbidades, Tecnologias
Silsan Araújo de Paula Sereno