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No início de 2025, a fila para atendimento psicológico em Mogi das Cruzes ultrapassava 5 mil pessoas, sem critérios de risco ou priorização. A espera pelo primeiro atendimento chegava a 2 anos, impactando usuários em todas as fases de desenvolvimento. A gestão municipal identificou a urgência de reorganizar o acesso, garantindo equidade e prioridade às populações em situação de vulnerabilidade. Com as ações realizadas, houve qualificação dos encaminhamentos, redução drástica da fila histórica e do tempo de espera, além da oferta de teleatendimento, que ampliou e facilitou o acesso para grande parte da população.
Reduzir drasticamente o tempo de espera para o primeiro atendimento em psicologia. Qualificar a fila com critérios de risco e priorização. Ampliar o acesso por meio de teleatendimentos. Garantir acolhimento humanizado e regulação eficiente das vagas.
A gestão contratou 3 psicólogas para realizar classificação de risco em saúde mental, utilizando formulário específico, entrevista clínica e anamnese. Paralelamente, as USF convocaram usuários da fila para aplicar os mesmos instrumentos e realizar escalonamento de cuidado em saúde mental. Em março de 2025, foi firmado o Acordo de Cooperação 03/2025 com o ICDS (Instituto de Cooperação para o Desenvolvimento da Saúde), ofertando 500 teleatendimentos mensais em psicologia. A estratégia combinou triagem presencial e teleatendimento, integrando Atenção Primária e Especializada, com foco em vulnerabilidades e regulação de vagas.
– Redução do tempo de espera de 2 anos para 3 meses. – Implantação dos teleatendimentos trouxe agilidade e conforto. – Fila de espera foi drasticamente reduzida. – Encaminhamentos qualificados e regulação de vagas priorizadas. – Maior equidade no acesso à saúde mental.
As ações realizadas pela gestão da RAPS, Diretoria da Rede Básica e Secretaria Municipal de Saúde e Bem-Estar demonstraram que gestão inovadora e cooperação institucional podem transformar o acesso em saúde mental. A redução da fila e a priorização de vulnerabilidades consolidam um modelo de acolhimento mais justo e eficiente. As próximas ações incluem a instituição do Protocolo Municipal de Qualificação do Acolhimento, Classificação de Risco e Encaminhamentos em Saúde Mental, envolvendo Atenção Primária, Atenção Especializada e matriciamento, além da ampliação do acordo com o ICDS para 1500 teleatendimentos mensais.
Teleatendimento, gestão em saúde, cooperação
JULIANA FALCHETE DO PRADO, JULIANA XAVIER TAVARES SOARES MATOS