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Sinantropia é a habilidade de alguns animais (silvestres) frequentarem habitações humanas. O combate contra animais sinantrópicos se dá pelo controle de água, alimento, abrigo e acesso, denominados de “quatro AS”. Os animais sinantrópicos oferecem riscos à saúde humana, em especial no verão, por apresentar condições ideais para sua proliferação. Os animais sinantropicos se instalam nas residências e ambientes urbanos, aumentando as chances de acidentes, como também de transmitirem doenças para outros animais e para seres humanos. Constatada a situação real de risco de transmissão de zoonose em uma determinada área, relacionado a uma população animal alvo, deve -se utilizar as medidas de controle cabíveis, além da manutenção das medidas de vigilância e intensificação das medidas de prevenção, ambas adequadas à nova realidade epidemiológica. Observado através do relatório diagnóstico da Unidade, a grande presença dos animais, principalmente do escorpião, no território de abrangência da UBS Jardim São Carlos de São Miguel Paulista, foi realizado um projeto com estratégias educativas e tecnológicas, para conscientizar a comunidade atendida pela UBS Jardim São Carlos, sobre a prevenção de acidentes com animais sinantrópicos, principalmente o escorpião.
Prevenir acidentes com animais sinantrópicos no território de referência da UBS JD São Carlos – São Miguel Paulista, através da educação em saúde.
Norteado pelo Programa Ambientes Verdes e Saudáveis (PAVS), e observando através do relatório diagnóstico (Monitoramento da unidade de saúde), um grande aparecimento de sinantrópicos, principalmente nas equipes 2, 3, 4 e 5, da Unidade Básica de Saúde São Carlos de São Miguel Paulista, viu-se a necessidade de um projeto de intervenção. Munido de informação sobre o tema, foram surgindo alguns questionamentos, como: Existem acidentes com sinantrópicos no território? São notificados? E a partir desses questionamentos, foi pensado em um projeto de intervenção, no qual, buscamos a subnotificação de acidentes, como também trabalhar formas de prevenção junto à população, sabendo que o enfrentamento se da por situações evitáveis. Foram realizadas reuniões mensais para discussão do projeto, como também ações interventivas de caráter informativo para a população no território e sala de espera. Foram mapeados os casos e realizado um comparativo entre as denúncias do 156 e os casos mapeados pela UBS para fins de identificar subnotificações. Foi implementado um fluxo de notificação, onde o agente comunitário de saúde fica com a folha de notificação em seus materiais, e quando identificar acidentes no território, já realiza a notificação junto ao munícipe.
Realizado capacitação em 7 de 8 escolas públicas municipais do território de abrangência da Unidade Básica de Saúde Jardim São Carlos, totalizando 87,5% de efetividade. Realizado educação em saúde em 100% dos locais com maiores incidências de aparecimento, e acidentes com sinantrópicos no território de referência. Realizadas 48 ações em sala de espera da Unidade Básica de Saúde no período planejado. Realizado um total de 66 ações, atingindo 146% do planejado; Aumento de 54,55% no número de notificações do território no portal 156 sobre animais sinantrópicos.
Com a conclusão do projeto, observamos o quanto a população ainda não compreende sobre o tema, mas quando orientadas conseguem manter o cuidado. Observamos a importância de trabalhar ações efetivas dentro do território, concentrando forças nos locais de maiores incidências para desenvolvimento das ações. Elaborar planos de ações voltado à prevenção de acidentes, direcionar os locais de referência para atendimento em caso de acidentes e tornar a unidade como referência de informações sobre sinantrópicos, torna o cuidado com a população mais eficaz.
educação, saúde, sinantrópicos
JONATHAN DE PAULA DO NASCIMENTO, MARCELA ALVES BIZZARRO, KARINE BERTOLDO SALES SOUZA, PAMELA RAMOS