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A incorporação do Reiki no Sistema Único de Saúde (SUS) representa um avanço significativo na adoção de práticas integrativas e complementares, com viés holístico ao cuidado da saúde. O Ministério da Saúde, por meio da Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC), reconhece o Reiki como uma terapia energética que pode auxiliar na redução do estresse, da ansiedade e da dor, além de proporcionar relaxamento profundo e bem-estar geral (BRASIL, 2006). Originário do Japão, o Reiki é uma técnica baseada na imposição das mãos para captar e transferir a energia vital do universo, promovendo equilíbrio físico, emocional e espiritual. Acredita-se que essa prática auxilia no alinhamento dos chakras, na liberação de bloqueios emocionais e no bem-estar geral. Estudos apontam que essa prática contribui para a melhora da qualidade de vida dos pacientes ao atuar no equilíbrio físico, mental e emocional, favorecendo no processo de autocurar e complementando os tratamentos convencionais (SOUZA; JUNIOR, 2017). Com sua crescente incorporação em unidades de saúde, o Reiki tem proporcionado alívio para diversos sintomas e ajudado muitas pessoas a recuperarem sua qualidade de vida. Neste artigo, compartilhamos a experiência de M, uma paciente que, enfrentando cansaço extremo e fraqueza persistente, encontrou no Reiki um método eficaz para restaurar sua energia e bem-estar.
Complementar os tratamentos convencionais de saúde, oferecendo uma abordagem integrativa e humanizada no cuidado aos pacientes. Estimular a capacidade natural de autocura do organismo, fortalecendo o sistema imunológico e melhorando a qualidade de vida. Ampliar as opções terapêuticas disponíveis no SUS, contribuindo para um modelo de atenção à saúde mais inclusivo e holístico. Além de reduzir o estresse, ansiedade, dor, proporcionando relaxamento profundo e bem-estar geral.
Com a escuta ativa e acolhedora pela profissional de saúde, o que permite que o paciente se expresse acerca das suas condições e expectativas, em relação ao tratamento complementar, é fundamental para o paciente se sentir confortável. Esse primeiro contato fortalece a relação de confiança entre a terapeuta e o atendido. O ambiente é ajustado com iluminação suave e tranquilo, a fim de propiciar relaxamento. O paciente pode permanecer sentado; logo após, o terapeuta inicia impondo as mãos sobre os pontos energéticos do corpo, sem a necessidade de contato direto, canalizando a energia vital para restabelecer o equilíbrio energético do paciente. Durante e após a sessão, é incentivado o diálogo para compreender as percepções do indivíduo e ajustar futuras abordagens, garantindo um acompanhamento contínuo e respeitoso. O relato de caso de M foi a base para esta pesquisa. Após exames clínicos que não apresentaram alterações, sua médica a encaminhou para sessões de Reiki, realizadas pela enfermeira Leilane, na Unidade Básica de Saúde (UBS) Padre José Anchieta. Inicialmente, as sessões eram semanais e o tratamento durou cerca de seis a sete meses. Além do Reiki, M incorporou à sua rotina meditação e a escuta de mantras indicados pela profissional, o que potencializou os resultados.
Desde a primeira sessão, M percebeu um profundo relaxamento e uma sensação de bem-estar que há muito tempo não experimentava. Embora o cansaço extremo não tenha desaparecido imediatamente, ela começou a notar melhorias graduais, especialmente após cinco ou seis sessões. Com o avanço das sessões, M passou a aguardar ansiosamente cada encontro, demonstrando entusiasmo, pois o Reiki estava lhe entregando grandes melhorias. Após alguns meses, ela conseguiu eliminar a sensação de exaustão e retomou suas atividades diárias com mais disposição e ânimo, sentindo-se mais conectada consigo mesma, carregando sempre uma sensação de paz, que antes não tinha.
O Reiki se alinha aos princípios da humanização do cuidado e da valorização dos saberes populares, reforçando o compromisso do SUS com uma assistência integral e acessível. Segundo Silva (2011), as terapias complementares promovem a autonomia dos pacientes e ampliam as opções terapêuticas, respeitando a diversidade cultural e individual. A adoção do Reiki no SUS também dialoga com a Política Nacional de Educação Popular em Saúde (PNEP-SUS), que busca integrar práticas tradicionais ao sistema público de saúde, fortalecendo a participação da população na construção do próprio bem-estar (BRASIL, 2012). Dessa forma, a presença do Reiki no SUS representa uma alternativa variável e eficaz para a promoção da saúde, reafirmando a importância das práticas integrativas na construção de um cuidado mais humanizado e inclusivo. O fato de M continuar praticando a meditação e ouvindo mantras mesmo após o término do tratamento, demonstra que os benefícios dessa terapia podem se estender a longo prazo, favorecendo um estilo de vida mais saudável e equilibrado. Dessa forma, seria de grande benefício a oferta de Reiki nas unidades de saúde para que mais pacientes possam usufruir de seus efeitos positivos.
bem-estar, transformação
LEILANE PINTO GAMA