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Este trabalho é um relato de experiência que traz uma reflexão da co-gestão no serviço municipal de saúde de Nantes /SP, e suas nuances. Como foi possível atingir metas e agregar resultados positivos, premiações, satisfação dos usuários, melhora nos indicadores, em um curto período de tempo, junto à população e profissionais de saúde. No período em que estive como estagiaria junto à gestão, atuando como agente de endemias, participando ativamente do núcleo de educação permanente NEPH, Conselho Municipal de Saúde, nas ações de equipe multidisciplinar. Nestes nove anos de serviço público, pude observar que as falhas não foram obstáculos instransponíveis; ao longo do caminho, foram pedras preciosas para o crescimento e aprendizagem. Na co-gestão, aceitar as falhas é o primeiro passo para reconhecer a evolução. Cada dificuldade foi uma oportunidade de ajuste e reflexão, transformando as adversidades em laços fortes, e fortalecendo os saberes e a resiliência. O maior desafio da co-gestão é a consonância das diversas competências, atrelada ao diálogo, responsabilização e participação social. Neste contexto, o observar e a sensibilidade para o próximo foram pontos decisórios para alcançar as metas e as tomadas de decisões, envolvendo vários setores da sociedade, com eficiência e transparência, buscando sempre o apoio dos colaboradores, demais gestores municipais, CRAS, Conselho Municipal de Saúde, Setores religiosos, Apoio do comercio local.
Promover capacitação dos trabalhadores da saúde, visando acolhimento e humanização; • Buscar a criação de um ambiente de trabalho inclusivo; •Promover empoderamento dos colabores; • Estimular aprimoramento e aprendizado individual e coletivo; • Estabelecer mecanismos regulares e estruturados para o diálogo contínuo entre profissionais de saúde, gestores e representantes da comunidade.
A construção da gestão atual deu se, por uma tomada de decisões baseada na escuta e sensibilização, de gestões anteriores no qual acompanhei. Foi utilizado como ferramenta transformadora do processo de trabalho a educação permanente, norteada pela fragilidade do sistema. A implementação da co-gestão no serviço público municipal de saúde de Nantes/SP requereu uma metodologia cuidadosa e participativa com: Reuniões de equipe, multidisciplinar semanalmente com a participação da gestão; Reuniões mensais com NEPH Municipal e Regional, Comissão Intergestores Regional (CIR) do Alto Capivari da DRS XI de Presidente Prudente/SP; Envolveu-se partes interessadas-chave, incluindo profissionais de saúde, gestores de outros departamentos, representantes da comunidade através do conselho municipal de saúde, organizações da sociedade civil e outros grupos relevantes. Criando uma base ampla para a tomada de decisões.; As decisões são democráticas, discutidas, votadas e implementadas de forma transparente e inclusiva promovendo desafios, oportunidades, troca de saberes, corresponsabilização, respeitando a formação de cada colaborador; As avaliações através dos indicadores são colocadas em reunião de equipe e audiência pública. A gestão realiza visitas aos postos de trabalho para saber as necessidades e anseios dos colaboradores; A gestão atual é participativa, dando voz a seus pares afim de apoiar e construir novos processos de trabalho.
Notamos grandes mudanças no processo de trabalho, o que foi relevante para estabelecermos um novo olhar para o departamento de saúde. A co-gestão participativa pode resultar em uma série de benefícios e impactos positivos no serviço público municipal de saúde. Aqui estão alguns resultados potenciais: As redes sociais com reconhecimento dos usuários; (horário estendido da farmácia municipal, Campanhas de Vacinação para maior adesão com atividades recreativas para as crianças; Ação de territorialização pela equipe Multidisciplinar; Humanização e acolhimento, realizado pelo NEPH municipal). Empoderamento dos colaboradores, valorização em consequência, fortalecimento do vínculo da equipe/gestão/população. O pagamento do piso salarial da Enfermagem, antes do repasse Federal trouxe satisfação, relação de confiança e valorização. As premiações vieram da dedicação e empenho dos colaboradores, como: Premiação de Combate a Sífilis Congênita em São Paulo; Menção Honrosa em Congresso de Secretários de Saúde do Estado de São Paulo; Apresentação do Projeto de Agentes Comunitários e Endemias em Brasília D.F no Evento da 1ª Mostra Saúde com Agente; Menção Honrosa pela Universidade do Oeste Paulista (UNOESTE) através do Programa UNOESTE Transforma, onde foram beneficiadas 35 crianças com exames oftalmológicos e fornecimento de óculos; Apresentação de Trabalho no maior evento de saúde pública da América do Sul -Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde em Goiânia – GO
No entanto, é crucial reconhecer que aprimoração do serviço bem-sucedido da co-gestão requer comprometimento contínuo, capacitação eficaz, dialogo aberto e avaliação regular. Os desafios enfrentados, como a gestão de conflitos e a manutenção da sustentabilidade, devem ser abordados de maneira proativa para garantir o sucesso a longo prazo. Em última análise, a co-gestão participativa no serviço público de saúde municipal não apenas fortalece a eficiência dos serviços, mas também empodera a comunidade, colocando-a no centro das decisões relacionadas à sua própria saúde. Ao cultivar parcerias sólidas e promover uma cultura de colaboração, a co-gestão emerge como uma abordagem valiosa na busca por sistemas de saúde mais equitativos, acessíveis e sustentáveis. Os acertos, por sua vez, são os momentos de celebração que permeiam a jornada da co-gestão. Cada conquista é um testemunho do comprometimento em equipe investido na causa comum. É a validação de que, quando corações e mentes convergem em sintonia, os resultados transcendem as expectativas. A emoção, nesses momentos, se torna uma sinfonia vibrante de alegria e realização. Ainda temos um longo processo a percorrer precisamos e continuar diariamente.
CO-GESTÃO, EDUCAÇÃO PERMANENTE, COLETIVIDADE.
RENATA BEZERRA PEREIRA, MARA ANDREA DE LIMA ANDRADE, Eloa Modesto Noroes, Laiana Pereira dos Santos, Daniel Ribeiro Maria, Ademilson Ferreira Filho, Glaciene Santana Cunha, Wilian Roger Gonçalves, Marco Aurelio Modesto Andrade, Claudia Machado Alves Santos, Aires Rodrigues de Castilho Junior