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De janeiro de 2020 a junho de 2024, foram mais de 11 milhões de casos prováveis de dengue no Brasil, número cinco vezes maior do que o registrado nos anos de 2000 a 2004, e quase o dobro quando comparado ao intervalo de 2010 a 2014. Em relação à quantidade de mortes causadas pela doença, no mesmo recorte temporal, foram quatro vezes mais óbitos do primeiro para o último período. Acredita-se que o crescimento exponencial da doença no Brasil se dá por diversos fatores, como: as mudanças climáticas, o aumento de temperaturas e de chuvas, falta de saneamento básico, escassez de agentes de saúde, pouca eficácia em intervenções do governo para controlar o vetor Aedes aegypti, resistência do mosquito a inseticidas e a presença de quatro sorotipos em circulação simultaneamente. O município de Batatais/SP, assim como todos os demais municípios do Brasil, enfrentou uma das piores pandemias de dengue no ano de 2024. No referido ano, Batatais teve 8.336 notificações de casos de dengue, sendo representativamente 13,92 % de sua população total. Tal demanda assistencial sobrecarregou todos os sistemas de saúde no atendimento da doença, proporcionando sinais de alarme para insumos, profissionais exaustos, unidades notadas e publico impaciente. Com isso, pensando no controle da dengue em uma projeção não animadora para o ano de 2025, o município de Batatais/SP traçou diversas vertentes de trabalho para controlar a situação, evitando assim um caos semelhante ao ano anterior.
Controlar a infecção por dengue utilizando tecnologia de monitoramento inteligente, união das equipes dos agentes comunitários de saúde (ACS), agentes de combate as endemias (ACE) e Secretaria de Obras e Planejamento para controle das viroses, através da matriz PDCA, Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Verificar) e Act (Agir), no combate à dengue, para efetivo controle, bloqueios e ações preventivas nas áreas identificadas.
O município de Batatais/SP, utilizou de diversas armas para que os casos de dengue não se tornassem alarmantes como nos anos anteriores. Inicialmente, o município adquiriu o monitoramento inteligente do aedes aegyti. As ações de dengue, inicialmente, se davam mediante as notificações dos pacientes atendidos nos serviços da rede de saúde, porém, a notificação se dá com a doença já instaurada. Com o monitoramento inteligente é possível identificar o sorotipo circulante e território de maior incidência, antes mesmo de o mosquito infectar alguém. As “armadilhas” contra a dengue funcionam como um atrativo ao mosquito circulante, que é atraído por uma substância natural extraída do capim, para um recipiente semelhante a um vaso, com um pouco de água, ao pousar ou adentrar a armadilha, o mosquito fica preso em uma fita que envolve a armadilha, assim, posterior, os mosquitos são retirados e enviados ao laboratório para análise o mesmo é fêmea, se está infectada e qual o sorotipo circulante. Juntamente com o diagnostico prévio, a coordenação das equipes trabalha com planejamento estratégico na vertente PDCA, Plan (Planejar), Do (Executar), Check (Verificar) e Act (Agir), organizando ações de controle, casa a casa, orientação e mapeamento para uma atuação efetiva e eficaz.
A importância do trabalho em equipe entre os agentes comunitários de saúde (ACS) e os agentes de combate às endemias (ACE) no controle da dengue, somado ao uso da tecnologia, tem sido fundamental para uma abordagem integrada e coordenada para prevenir a disseminação da a doença. No mês de janeiro de 2024, Batatais contava neste mesmo período com 745 casos positivados, devido as ações que se iniciaram dentro da pandemia continua, atualmente conta com 81 casos confirmados, até a escrita deste documento. O uso da tecnologia para anteceder a notificação e o trabalho conjunto dos ACS e ACE, sem sido fundamental para o cuidado da população, enquanto os ACS têm um vínculo mais próximo com a comunidade, realizando visitas domiciliares, orientações sobre cuidados com a saúde, residência e prevenção, os ACE se concentram na eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti, realizando atividades de controle ambiental, inspeção e bloqueios. A presença ativa dos agentes comunitários de saúde nas ações em parceria com os agentes de combate às endemias proporciona maior proximidade da comunidade participante da ação, permitindo assim um estreitamento de vínculos e cuidados, maior sensibilização e até voluntariado nas ações macro de manutenção e cuidados. Assim, temos respostas rápidas as áreas contaminadas, como por exemplo, em uma expressão das armadilhas, foram detectadas 56 mosquitos fêmeas infectados, o que poderiam significar 560 pacientes notificados na área.
A integração entre os agentes comunitários de saúde (ACS) e os agentes de combate às endemias (ACE) tem se mostrado essencial no controle da dengue, pois proporciona uma abordagem mais ampla e eficiente no enfrentamento da doença. O trabalho conjunto dessas duas equipes, aliado ao uso da tecnologia, tem sido decisivo para a redução dos casos e para o monitoramento constante das áreas mais vulneráveis. A presença constante e ativa dessas equipes na comunidade permite respostas rápidas e efetivas, a possibilidade de receber os indicativos territoriais e sorotipos circulantes foi essencial para anteceder a instalação da doença e proporcionar ações efetivas de fato. Assim, Batatais se mostra em outra perspectiva em combate contra a dengue e cuidado junto a sua população.
Monitoramento inteligente, rede, acs, ace, pdca
BRUNA FRANCIELLE TONETI, ROGÉRIO DONIZETI TERCAL, ERICA ADRIANA CARVALHO, CARLA DE ALMEIDA