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O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento caracterizada por déficits na comunicação social e padrões comportamentais restritos e repetitivos. Esse trabalho associa duas populações vulneráveis: crianças nascidas prematuras e crianças com sinais iniciais de TEA. Crianças nascidas prematuras apresentam maior risco de desenvolvimento de TEA devido a complicações neonatais e fatores ambientais assim este estudo analisa a importância do rastreamento precoce de TEA em crianças prematuras, abordando os principais fatores de risco, métodos de rastreamento como o M-CHAT (Modified Checklist for Autism in Toddlers) orientado pela Sociedade Brasileira de Pediatria e os desafios no diagnóstico precoce, além de discutir as implicações clínicas e sociais da intervenção precoce, destacando a necessidade de políticas públicas para melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento, com o objetivo de implantar no ambulatório de prematuros em Mauá-SP a aplicação do questionário como rotina de anamnese em consultas com crianças de 18-24 meses de idade corrigida.
OBJETIVO GERAL Implantar o questionário como prática do atendimento regular no ambulatório de prematuros em Mauá-SP entre crianças de 18 a 24 meses de idade corrigida; OBJETIVO ESPECÍFICO Identificar precocemente crianças com TEA a fins de encaminhar para o seguimento adequado; Incentivar o uso do M-CHAT-R/F pelos pediatras em suas puericulturas, principalmente o uso em prematuros. visto que os prematuros têm probabilidade de serem diagnosticados com o Transtorno do Espectro Autista.
O trabalho em questão apresenta inicialmente uma pesquisa descritiva e exploratória, vista em literatura científica e iniciado como teste de aplicação voluntária do questionário, com adesão dos participantes em anamnese de puericultura . Foram convocadas, 18 crianças (ambos os sexos), dividos em dois grupos: 2 anos (11 participantes), com idade gestacional < 32 semanas,entre os anos março 2023 até janeiro 2025.
Iniciado como teste de aplicação voluntária do questionário M-CHAT, foi realizada uma seleção com sete crianças prematuras atendidas no ambulatório de prematuro com idade corrigida entre 1 ano e 6 meses até 2 anos e onze crianças acima de dois anos, tendo uma adesão voluntária de quatro crianças inicialmente, sendo destas duas crianças com pontuação negativa, uma criança com risco moderado, e uma criança com alto risco de TEA. Comparando os dados obtidos a princípio com revisão de literatura O estudo reforça que intervenções iniciadas antes dos 3 anos de idade podem ter um impacto positivo maior do que aquelas iniciadas após os 5 anos de idade, tornando o diagnóstico precoce (aos 18–24 meses) crucial para melhorar os resultados em crianças com TEA, especialmente no funcionamento cognitivo, linguístico e sócio emocional.
O rastreamento precoce de TEA em crianças prematuras é fundamental para garantir intervenções oportunas e eficazes. O M-CHAT é uma ferramenta valiosa para o rastreio de TEA, e está incluso na carteira da criança fornecida pelo governo federal, e deve ser realizado em consultas de puericultura, por orientação da Sociedade Brasileira de Pediatria, nas consultas de 1 ano e 6 meses e 2 anos. Apesar dos desafios, estratégias bem estruturadas podem melhorar significativamente o prognóstico dessas crianças. A alta prevalência de falsos positivos em prematuros e a influência de deficiências associadas apontam necessidade de adaptações no instrumento, como a inclusão de critérios que levem em consideração as características da prematuridade, levando em consideração, por exemplo, a idade corrigida para o rastreio. Importante também focar em políticas públicas e capacitação de profissionais são essenciais para ampliar o acesso ao diagnóstico precoce, visto que o questionário é gratuito e está na caderneta da criança. Pensando no aumento da prevalência do TEA ao longo dos anos, a aplicação do protocolo de acompanhamento é eficaz, pois permite a identificação de indivíduos com alta probabilidade de diagnóstico de TEA.
TEA, prematuro, rastreamento.
ALANA CARDOSO ALBERTO, GABRIELA CAMPOS DE CASTRO, ANDREIA STEFANIA CARVALHO DE DEUS, ERMELINDA FELICIANA DE BARROS RODRIGUES, KATHLEEN CAMPELO D’ALBUQUERQUE MIRANDA, EDUARDA ANDREA PESSUTO GONCALVES, MARIANA MAIA DIAZ, ANA PAULA BARBOSA PINTO