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A vacinação contra influenza é uma das principais estratégias de prevenção de complicações respiratórias no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), coordenada pelo Ministério da Saúde por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), responsável pela normatização e operacionalização das campanhas de imunização no país (BRASIL, 2023). A influenza sazonal constitui importante problema de saúde pública mundial, com maior risco de complicações entre idosos, crianças pequenas, gestantes e pessoas com comorbidades (OMS, 2023). Considerando que a Atenção Primária à Saúde é a principal porta de entrada do SUS e coordenadora do cuidado no território (BRASIL, 2017), a ausência de sala de vacina estruturada na ESF Rosário representava barreira de acesso à imunização. Diante desse cenário, em abril de 2025 iniciou-se a estratégia de vacinação descentralizada na própria unidade e em pontos estratégicos do bairro, com apoio logístico da UBS de referência, visando ampliar a cobertura vacinal e reduzir barreiras geográficas.
Implantar a vacinação contra influenza na ESF Rosário mesmo sem sala de vacina permanente, ampliando o acesso da população adscrita. Buscou-se aumentar a cobertura vacinal dos grupos prioritários, reduzir deslocamentos para outras unidades, fortalecer o vínculo entre equipe e comunidade, realizar busca ativa de faltosos e garantir registro adequado das doses aplicadas. Também objetivou-se demonstrar a viabilidade técnica e organizacional da estratégia itinerante como modelo replicável no município.
A experiência foi desenvolvida entre abril e junho de 2025, com organização de dias fixos de vacinação na ESF. As doses eram transportadas diariamente da unidade de referência em caixa térmica adequada, com controle de temperatura conforme normas técnicas do PNI (BRASIL, 2023). Participaram enfermeiro responsável técnico, técnico de enfermagem, agentes comunitários de saúde (ACS) e equipe administrativa para registro no sistema PEC/e-SUS. Foram realizadas ações intramuros e busca ativa de grupos prioritários, conforme diretrizes da campanha nacional de vacinação contra influenza (BRASIL, 2023). A estratégia envolveu articulação entre Atenção Primária e Vigilância Epidemiológica municipal, fortalecendo a integração entre assistência e vigilância em saúde.
A estratégia possibilitou a aplicação de mais de 330 doses entre abril e junho de 2025, com predominância de idosos — principal grupo de risco para complicações e óbitos por influenza (OMS, 2023). Observou-se maior adesão dos idosos devido à oferta na própria unidade do território, reduzindo barreiras de acesso e favorecendo o aumento da cobertura vacinal, conforme preconiza a organização da Atenção Primária no SUS (BRASIL, 2017). Não houve registro de intercorrências graves relacionadas à vacinação no período, mantendo-se conformidade com os protocolos de segurança estabelecidos pelo PNI (BRASIL, 2023).
A experiência demonstrou que a ausência de sala de vacina permanente não impede a execução segura e eficaz da campanha de influenza na Atenção Primária. A organização logística adequada, o comprometimento da equipe e o apoio da gestão municipal foram fundamentais para o sucesso da estratégia, em consonância com as diretrizes nacionais de imunização (BRASIL, 2023). A descentralização ampliou o acesso, fortaleceu o SUS municipal e reafirmou o papel da ESF como coordenadora do cuidado no território.
IMUNIZAÇÃO
FERNANDA ANDRADE DOS REIS PEREIRA