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O município de Francisco Morato pertence a DRS I, RRAS 3 que abrange mais 4 municípios, é contemplado com 17 escolas estaduais que fazem parte da diretoria de ensino de Caieiras, com alunos do ensino fundamental e médio. Com base no Documento Técnico para a Estratégia de vacinação na escola – 2024 lançado em Março, foi sugerido pela Vigilância Epidemiológica (VE) que durante as ações do Programa Saúde na Escola fosse incluído a vacinação com os alunos, professores e a família, com o intuito de atingirmos os objetivos de reduzir os riscos de adoecimento da população por meio da checagem da caderneta de vacinação, evitando também de gerar grandes bolsões de crianças não vacinadas e aproveitar a oportunidade para aplicar os imunizantes em atraso e/ou no período certo para a sua administração, porém a estratégia inicial não ganhou força em virtude de contratempos na articulação em rede, gerando a adesão do projeto somente nas escolas estaduais através da VE. O referido trabalho se justifica pela baixa adesão da vacinação contra Influenza no contexto geral e em Agosto de 2024 a VE sentiu a necessidade de nos reunirmos e pensar em uma estratégia que fosse vantajosa de múltiplas formas, sugerimos à gestão e a diretoria de ensino da regional autorização para que pudéssemos atualizar a caderneta de vacina dos alunos das escolas estaduais e por sorte obtivemos uma resposta rápida e positiva para continuidade do projeto.
Avaliar a caderneta de vacina dos alunos e dos profissionais com vacinas de rotina e campanha no ambiente intraescolar; Buscar ativamente crianças e adolescentes com caderneta desatualizada (faltosos) para redução do risco de óbito por doenças imunopreviníveis; Gerir a estratégia de vacinação de forma efetiva, inteligente e segura com o consumo dos imunobiológicos na faixa etária.
A quantidade de doses disponíveis da vacina contra Influenza era alta e a procura pela população nas USF era baixa, sugerimos à diretoria de ensino da regional que fizessemos uma ação conjunta. Após a aprovação, enviamos para as escolas estaduais um documento de autorização para os pais preencherem e para que fosse levado no dia da avaliação junto com a caderneta da criança. A autorização constava informações de quais imunobiológicos poderiam ser aplicados no dia caso fosse necessário, sendo elas: Influenza, Dengue, HPV, ACWY, Dupla Adulto e Hepatite B. A divisão das escolas durante a semana foi organizada nas terças e quintas-feiras, das 9 horas até às 15 horas, ou até a última criança ser imunizada, a equipe foi composta por um enfermeiro, um estagiário de enfermagem, três técnicos de enfermagem, dois administrativos da vigilância epidemiológica e três ACS da APS. O lançamento das doses de vacina foram registradas em sistema próprio do município pela mesma equipe que atuou na atividade proposta.
Os resultados foram bastante positivos, visto que conseguimos detectar uma alta quantidade de crianças que não haviam recebido a dose de gripe no ano de 2024 e consequentemente alguns faltosos para outras vacinas de rotina. A adesão por parte dos diretores foi de 89%, estes eram contatados previamente por telefone para a programação da nossa visita onde solicitamos uma sala que fosse ventilada e que houvesse computador disponível. Para que todos pudessem ser contemplados com a estratégia no âmbito escolar o projeto se estendeu ao período noturno também, onde conseguimos atender alunos que já estão inseridos no mercado de trabalho e a grande maioria deles não conseguem se deslocar à Unidade de Saúde da Família (USF) para atualização vacinal, aproveitando a oportunidade das ações noturnas, conseguimos atender duas escolas municipais que fazem parte da Escola de Jovens e Adultos (EJA) do município com adesão parcial devido às chuvas que ocorreram no período programado.
A experiência que a VE teve realizando a ação foi a percepção do quão importante a atividade foi para todas as crianças, adolescentes, professores e demais técnicos da educação e como isso impacta positivamente nos territórios reduzindo os riscos de óbito e de internação por doenças imunopreviníveis. Observamos também a potência que as escolas estaduais têm para realizar ações em conjunto e o quanto estão abertas para o diálogo e parcerias, acreditamos que esta atividade só foi possível pela perseverança e resiliência da equipe. Esperamos que após essa atividade, consigamos estimular as USFs do município e região a realizarem atividades de vacinação dentro das escolas, pois somos a prova de que é possível, utilizando comunicação prévia, organização, planejamento e vontade. Por fim, gostaria de agradecer aos pais, diretores, ao superintendente do SAME Thiago Campos e a nossa coordenadora de Vigilância em Saúde Edna Serchiari que depositaram em nós a confiança de realizarmos uma atividade tão séria e importante para a nossa região.
Imunização, Vacina, Escola
EDUARDO DA SILVA HORTA