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A vacinação é considerada um dos maiores avanços na área da saúde pública, por ser uma das medidas com melhor custo-benefício para prevenir a incidência de várias doenças e assim reduzir a mortalidade, sendo responsável pela redução significativa das doenças imunopreveníveis em todo o mundo. No entanto, nos últimos anos tem-se observado queda na cobertura vacinal, o que resulta em um acúmulo de indivíduos com seus calendários vacinais atrasados e, portanto, sob risco de contrair doenças imunopreveníveis e da ocorrência de surtos. Esses fatores contribuíram para o ressurgimento de doenças já eliminadas ou controladas no País, a exemplo do sarampo, visto que o vírus voltou a circular em 2018. A vacinação nas escolas, especialmente no contexto do Programa Saúde na Escola (PSE), é uma estratégia importante para promover a saúde e prevenir doenças entre crianças e adolescentes. O PSE é uma iniciativa do governo brasileiro que visa integrar educação e saúde, proporcionando um ambiente escolar mais saudável e seguro. Em 2024, através Informe técnico operacional da estratégia de vacinação contra a dengue e do Ofício Circular nº 59/2024/SVSA/MS o Ministério da Saúde, por intermédio do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), propõe para os estados e municípios a Estratégia de Vacinação nas Escolas, com a perspectiva da melhoria da cobertura vacinal, redução das doenças imunopreveníveis e fortalecimento do microplanejamento e especificidades do poder local.
Os principais objetivos da vacinação nas escolas são: Realizar busca ativa do educandos com vacinação atrasadas e realização de vacinação nas escolas; Garantir que as crianças e adolescentes recebam as vacinas recomendadas pelo calendário vacinal, prevenindo doenças infecciosas; Diminuir a ocorrência de doenças evitáveis por vacinação, como sarampo, caxumba, rubéola, hepatite entre outras contribuindo para a saúde coletiva; Estimular hábitos saudáveis e a conscientização sobre a importância da vacinação, incentivando o engajamento dos alunos e das famílias. Integrar a vacinação ao currículo escolar, promovendo informações sobre o sistema imunológico, prevenção de doenças e a importância das vacinas. Contribuir para a imunização em massa e ajudar na criação de uma barreira imunológica na comunidade escolar, prevenindo surtos e epidemias. Fortalecer a parceria entre escolas, comunidades e serviços de saúde, promovendo ações intersetoriais que beneficiem a saúde dos estudantes.
A operacionalização da vacinação nas escolas ocorreu em etapas, conduzidas pela equipe técnica da APS e Coordenação do PSE da Secretaria da Saúde da secretaria da saúde, considerando a aplicação das vacinas de rotina e da dengue, conforme segue: Etapa 1: Planejamento e parceria: ocorreram reuniões com a coordenação do PSE da secretaria municipal de educação bem como com as diretorias de ensino norte e sul para conhecimento da proposta de vacinação nas escolas e cronograma de realização das ações. Etapa 2: Comunicação e sensibilização: realizadas reuniões com as referências regionais do PSE bem como informado os coordenadores do PSE para apresentação da estratégia, operacionalização do território e importância do registro das doses aplicadas. Etapa 3: Reunião com o Departamento de Vigilância em Saúde – Coordenação da Imunização para organização do planejamento e logística de vacinação nos territórios Etapa 4: Efetivação da vacinação nas escolas, contemplando a ação do PSE – Verificação da Situação Vacinal.
Guarulhos já realizava a ação de Verificação da Situação Vacinal nas escolas em articulação entre as secretarias de educação e saúde através do PSE. Em 2024, o município foi contemplado com a introdução da vacina da dengue e como estratégia de alcançar os educandos, realizamos a vacinação nas escolas municipais no mês de março/2024, conforme cronograma pré-estabelecido. A vacinação contra a dengue ocorreu em 91 escolas municipais, facilitando o acesso da população de 10 a 14 anos à primeira dose do imunobiológico. No período de 18 de março a 19 de abril, as equipes de atenção primária pactuaram com as escolas da rede pública estadual e municipal de seus territórios a intensificação de ações de vacinação de rotina em crianças e adolescentes menores de 15 anos. Foi recomendado que cada território organizasse o início das ações em escolas que tivessem crianças menores de 5 (cinco) anos e posteriormente programasse as demais escolas da Rede Pública de Ensino. Reitera-se que foi informado a importância da intensificação da verificação da situação vacina no período descrito acima, entretanto, reforçamos a ação fosse continuada ao longo do ano.
A vacinação nas escolas não só contribui para a saúde individual dos alunos, mas também para a proteção coletiva da comunidade, reduzindo a propagação de doenças e promovendo um ambiente escolar mais seguro. Ao reduzir doenças, a vacinação contribui para a melhoria da frequência e do desempenho escolar, já que alunos saudáveis têm melhores condições de aprender. A incorporação da vacina dengue (atenuada) no SUS, disponível para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos contribui para a redução da incidência, hospitalização e mortes pela doença no Brasil, cujo impacto na saúde pública é elevado, com prejuízos econômicos decorrentes, dos gastos com a assistência aos pacientes e com mortes prematuras. A vacinação de rotina na escola no contexto do PSE, além de fortalecer a prevenção de doenças é um oportunidade para educar crianças e adolescentes sobre a importância da saúde preventiva, colaborando na formação de hábitos saudáveis desde cedo. Além disso, auxilia também na conscientização sobre a importância das vacinas ao longo da vida, uma vez que o ambiente escolar caracteriza-se como um excelente espaço de diálogo, informação e mobilização sobre a temática.
Vacinação, Escola , Programa Saúde na Escola
CINTIA APARECIDA SOUZA, LIRIA RODRIGUES DOS SANTOS