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A Leishmaniose Visceral é uma zoonose de grande relevância para a saúde pública brasileira, tendo o cão como principal reservatório urbano do parasito. Em municípios de pequeno porte, como Nantes – SP, a vigilância ativa torna-se ainda mais estratégica, pois permite agir de forma precoce diante de qualquer sinal de circulação da doença. Desde 2021, o município desenvolve ações sistemáticas de monitoramento canino, por meio da coleta de amostras sanguíneas, aplicação de testes rápidos e acompanhamento epidemiológico contínuo. Ao longo desse período, foram identificados seis resultados positivos em testes rápidos, porém nenhum caso foi confirmado pelo exame ELISA, reforçando a importância do diagnóstico confirmatório e da manutenção da vigilância permanente. O acompanhamento regular da população canina possibilita conhecer a realidade epidemiológica local, subsidiar decisões da gestão e fortalecer as ações preventivas, protegendo não apenas os animais, mas principalmente a população humana.
Objetivo geral: Realizar o monitoramento contínuo da Leishmaniose Visceral em cães no município de Nantes – SP, visando prevenir a doença, proteger a saúde humana e fortalecer as ações de Vigilância em Saúde. Objetivos específicos: • Identificar precocemente possíveis casos positivos; • Monitorar áreas de maior risco epidemiológico; • Reduzir o risco de transmissão à população humana; • Integrar as ações do Médico Veterinário, Agentes de Combate às Endemias e Vigilância Epidemiológica; • Garantir cobertura tanto na área urbana quanto rural; • Fortalecer o controle epidemiológico municipal.
O projeto é desenvolvido de forma contínua e organizada, sob responsabilidade técnica do Médico Veterinário do Município, em parceria com os Agentes de Combate às Endemias (ACE), Agentes Comunitários de Saúde (ACS) e Vigilância Epidemiológica. Na área urbana, as coletas são realizadas mensalmente, organizadas por microárea, com média de 20 amostras sanguíneas por mês. As ações incluem avaliação clínica dos animais, coleta de sangue, aplicação de teste rápido, encaminhamento de amostras reagentes para exame confirmatório ELISA no Instituto Adolfo Lutz, quando indicado, além de vacinação oportuna. Também é realizada anualmente uma gincana escolar municipal sobre leishmaniose, fortalecendo a educação em saúde. Na área rural, as ações ocorrem uma vez ao ano, contemplando propriedades mais afastadas, com coleta de amostras, testagem rápida e vacinação. O fluxo inclui identificação dos domicílios pelos ACS e ACE, agendamento, coleta, testagem, registro dos dados e monitoramento dos resultados, garantindo cobertura integral do território.
Entre 2021 e o momento atual, o município manteve a realização contínua de coletas mensais na área urbana e ações anuais na área rural, assegurando cobertura epidemiológica integral do território. Foram registrados seis resultados positivos em testes rápidos em cães; entretanto, nenhum caso foi confirmado pelo exame ELISA. Esse dado evidencia a importância do diagnóstico confirmatório e reforça a segurança das condutas adotadas. O projeto possibilitou maior organização do processo de trabalho, integração efetiva entre Médico Veterinário, ACE, ACS e Vigilância Epidemiológica, além do fortalecimento das ações educativas junto à comunidade. A manutenção do monitoramento sistemático contribuiu para o controle epidemiológico da leishmaniose no município, permitindo resposta rápida diante de qualquer suspeita e reduzindo o risco de disseminação da doença.
O monitoramento contínuo da Leishmaniose Visceral em cães em Nantes – SP demonstra que a vigilância ativa, quando bem estruturada, é capaz de promover segurança epidemiológica mesmo em municípios de pequeno porte. A atuação direta do Médico Veterinário na coleta e avaliação clínica assegura qualidade técnica e confiabilidade diagnóstica, enquanto a integração com ACE, ACS e Vigilância Epidemiológica fortalece o trabalho em equipe e amplia o alcance das ações. Mais do que a realização de testes, o projeto representa o compromisso com a prevenção, educação em saúde e proteção da população. A experiência evidencia que a organização sistemática do cuidado é fundamental para manter o controle da doença e garantir respostas rápidas diante de possíveis mudanças no cenário epidemiológico.
Vigilância Epidemiológica, Controle de Endemias.
CLAUDIA MACHADO ALVES SANTOS, CARLOS EDUARDO SARANZ ZAGO, AIRES RODRIGUES DE CASTILHO JUNIOR, ADEMILSON FERREIRA FILHO, DOUGLAS ROBERTO ALVES, LUCIO BRAGA DE OLIVEIRA MONTEIRO, ROSIMEIRE DOMINGUES ANTUNES, LUZINETE ORBANO, MAURA DOS SANTOS MONTEIRO, MARIA MADALENA MORESCA LINHARES, ALESSANDRA ALVES DA SILVA, POLIANA DE SOUZA NASCIMENTO ANGELO, WILIAN ROGER GONÇALVES, GABRIELLI GALDINO DOS SANTOS, BETINA JORDAO JACOMELLI, RENATA BEZERRA PEREIRA