Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
A tuberculose (TB) é uma doença infectocontagiosa que afeta principalmente populações mais vulneráveis, caso das comunidades terapêuticas (CT), que abrigam pessoas em recuperação de dependência química. O município de Cotia apresenta uma incidência significativa de casos de tuberculose e a falta de conhecimento sobre a doença e os cuidados com a pessoa infectada contribuem para a propagação da tuberculose nas comunidades terapêuticas. O alto índice de abandonos de tratamento e a falta de comunicação entre esses locais e os serviços de saúde são barreiras significativas para o controle eficaz da tuberculose e diante desse cenário, justifica-se a implementação de medidas de prevenção e busca ativa da TB nas comunidades terapêuticas, visando promover a detecção precoce e o tratamento adequado.
Objetivo Geral: – Estabelecer vínculo e parceria entre as Comunidades Terapêuticas e os Serviços de Saúde Municipais (Vigilância Epidemiológica e Unidades Básicas de Saúde) no intuito de garantir diagnósticos precoces de tuberculose e tratamento em tempo oportuno, com diminuição dos abandonos; Objetivos Específicos: – Intensificar a busca ativa de casos novos de Tuberculose em Comunidades Terapêuticas; – Diagnosticar precocemente e dar inicio de tratamento dos casos; – Avaliar e monitorar os contatos; – Diminuir o número abandonos de tratamento através do monitoramento e apoio da Unidade Básica de Saúde; – Promover orientações para os profissionais e residentes das comunidades terapêuticas acerca das formas de transmissão e tratamento da tuberculose.
O projeto de ações de prevenção e busca ativa da tuberculose nas comunidades terapêuticas, foi realizado pela Vigilância Epidemiológica em parceria com a Atenção Primária à Saúde (APS), demonstrando a importância da integração entre os serviços de saúde para o controle da TB. As ações incluíram: – Levantamento e Visita: Levantamento das comunidades terapêuticas registradas no município e visita com orientações prévias aos estabelecimentos; – Campanha Estadual: Ações desenvolvidas anualmente nos meses da Campanha Estadual de Intensificação de Busca ativa de Sintomáticos Respiratórios (SR) definida pela Secretaria de Saúde do Estado; – Educação e Diagnóstico: Realização de palestras educativas sobre tuberculose, identificação de sintomáticos respiratórios e coleta de material para realização do Teste rápido molecular para diagnóstico de Tuberculose; – Orientação e Prevenção: Orientações para profissionais da comunidade terapêutica em casos de residentes infectados e prevenção de infecção cruzada; – Encaminhamento: Encaminhamento para Unidade Básica de Saúde (UBS) de referência para notificação e início de tratamento para os casos identificados durante as ações.
Entre 2018 e 2024, as ações apresentaram uma evolução significativa na detecção e avaliação dos Sintomáticos Respiratórios (SR), com destaque para: – Em 2018: Média mensal de SR avaliados: < 2 casos (exame de baciloscopia). – Em 2024: Março- 138 SR avaliados e Setembro – 290 SR avaliados, representando um aumento de 14.4% em relação à média mensal de 2018. Adicionalmente, o projeto expandiu sua abrangência, incluindo 02 novas comunidades terapêuticas em 2022. Os estabelecimentos demonstraram uma maior colaboração, fornecendo informações de forma voluntária e estabelecendo vínculo e contato direto com a Vigilância Epidemiológica (VE) e Unidades Básicas de Saúde (UBS). Essa parceria contribuiu significativamente para o alcance da Meta Anual de Avaliação de Sintomáticos Respiratórios definida pelo Ministério da Saúde. Além disso, reforçou a importância da continuidade das ações para o controle e eliminação da Tuberculose
O projeto demonstrou a eficácia da abordagem integrada para o controle da tuberculose em comunidades terapêuticas. A mudança de percepção das comunidades terapêuticas em relação à saúde foi um dos principais resultados positivos, indicando uma abordagem mais integral e preventiva. Para consolidar esses resultados, é fundamental manter a parceria com as comunidades terapêuticas e a Atenção Primária à Saúde (APS), além de investir em capacitação e educação continuada para os profissionais de saúde. A expansão do projeto para outros municípios e a replicação da estratégia em outros contextos são desafios futuros que podem contribuir para a redução da incidência da tuberculose e a melhoria da saúde da população. Em resumo, o projeto mostrou que a abordagem integrada e a parceria com as comunidades terapêuticas são fundamentais para o controle da tuberculose e sucesso das ações de promoção da saúde. Recomendamos a expansão do projeto para outros municípios e a implementação de estratégias de prevenção e controle da tuberculose em comunidades terapêuticas.
VIGILÂNCIA,TUBERCULOSE, COMUNIDADE TERAPÊUTICA
MERIENI SANTANA DE SOUZA, GISLAYNE SANCHES DA VEIGA ULLMANN