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A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível, causada pela bactéria Treponema pallidum. No município de São Paulo, entre os anos de 2020 (ano influenciado pela pandemia) e 2023, verificou-se o aumento da taxa de detecção de sífilis adquirida (SA) em 88%; quanto à sífilis na gestação (SG), houve aumento de 5,2% em relação à 2022; como consequência à maior taxa de diagnóstico no adulto e na gestante, observamos uma redução da taxa de sífilis congênita (SC) em 15% comparado ao ano de 2022, redução esta decorrente do maior número de diagnósticos e tratamentos. A taxa de incidência de SC se manteve maior que a do município (7,8 casos de SC por 1.000 nascidos vivos). Considerando-se a linha do cuidado na atualidade, as equipes contam com recursos para o diagnóstico assim como para o tratamento. No entanto, tem se constituído como um relevante problema de saúde pública no Brasil e no mundo, em razão da baixa adesão às práticas de prevenção, dificuldade no tratamento de parceiros, tratamento multidose e dolorido. Além disso, as UBSs, em função deste panorama, acabam por perder o controle dos casos diagnosticados. Esta perspectiva mobilizou discussões da equipe de vigilância epidemiológica de Itaquera e gestores locais sobre a possibilidade de enfrentamento dessa realidade. Das reflexões, resultou uma planilha, cujos dados possibilitam acompanhamento desde o diagnóstico, manejo e encerramento dos casos de sífilis.
Elaborar, capacitar e instituir planilha de acompanhamento dos pacientes com sífilis com ênfase na gestante e no controle da sífilis congênita.
Relato de experiência por meio do qual a equipe se propõe a divulgação das atividades práticas e teóricas, desenvolvidas pela unidade de vigilância epidemiológica de Itaquera, que tratam do monitoramento dos casos de sífilis (adquirida, em gestante e congênita). O objeto de intervenção se constitui de planilha em que um conjunto de dados favorece o manejo dos casos de sífilis. Foi disponibilizado via Web (OneDrive) para as 25 UBSs do território de Itaquera, o que permitiu a estes serviços o acesso simultâneo, otimizando visualização e alimentação de dados. Diante da necessidade de seguimento específico, cada planilha está subdividida em três abas: sífilis adquirida, sífilis em gestante e sífilis congênita.
Elaborada a planilha, os dados contidos no instrumento se concentraram em identificar: acompanhamento laboratorial, tanto para diagnóstico quanto para manejo do caso (teste rápido e sorologia). Em casos específicos, criança exposta e SC; exames da maternidade são incluídos (sorologia, RX de ossos longos e líquido céfalorraquidiano). No que se refere ao controle do esquema de tratamento (data e dose), envolvendo o caso clínico, o parceiro e situações de retratamento; quanto ao acompanhamento clínico (consultas locais e em especialidade). No critério de encerramento do caso (cura, abandono, mudança de território e perda de seguimento). Para que se garantisse a utilização adequada, foram realizadas reuniões nas quais se abriu espaço para que as UBSs pudessem se posicionar no sentido de incluir ou excluir dados. Na atualidade, esta planilha consiste no principal instrumento de gestão do cuidado do paciente com sífilis. Permite a cada serviço identificar quantos e quem são os pacientes em acompanhamento. Também verificar: assiduidade às consultas, comparecimento ao serviço especializado (infectologista, otorrinolaringologista, oftalmologista, neurologista) e a realização periódica e oportuna dos exames laboratoriais. Implementada em janeiro de 2024, empiricamente se pode afirmar que a introdução da planilha na rotina de trabalho das equipes resultou no acompanhamento mais qualificado dos pacientes com sífilis e melhorou a comunicação entre UBS e vigilância epidemiológica.
Entre as doenças e agravos de interesse de saúde pública, a sífilis ocupa posição de destaque. Aspectos específicos da doença contribuem para a dificuldade do diagnóstico e manejo. Ao considerar possibilidades de qualificar a linha do cuidado dos casos de sífilis, o instrumento objeto dessa pesquisa, se mostrou efetivo. O sucesso se deu em razão de parcerias com gestores locais, tanto para a elaboração da planilha, quanto para a incorporação da ferramenta na rotina de trabalho das UBS.
Vigilância epidemiológica da sífilis
IOLANDA BASTOS BRITIS BEZERRIL, SORAIA NOGUEIRA FELIX, RENATA FERREIRA DE CALDAS, JOÃO GABRIEL ZERBA CORRÊA, VANESSA LEONORA GOMES, KARLA REGINA HARAMI PEREIRA ALVES, RAQUEL XAVIER DE SOUZA SAITO, CARLA ROBERTA FERRAZ RODRIGUES, ANDREIA REIS GARCIA, PEDRO YOSHITAKA FUKUYAMA, GILDETE SANTOS ROSA, SONIA APARECIDA LEITE, LUANA ROSA PEREIRA, ALETUZA NUNES, CAMILA MATIAS MODESTO, TATIANA DA CRUZ VITÓRIO DOS SANTOS, LUIZA DA LUZ QUINTELA, AMANDA PUOSSO DE ALMEIDA, JULIANA PAULA SANTOS GUARATO LEME, LAURINDA FUJIKO TSUKUDA, ELIO RAMOS, ELENICE MUTSUKO MIYAZATO WATANABE, PATRÍCIA DOS REIS FERREIRA