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Este relato descreve a experiência de um médico residente em Medicina de Família e Comunidade na atuação como preceptor de alunos do décimo período de medicina durante o internato em uma Unidade de Saúde da Família (USAFA) no município de Guarujá-SP. A vivência ocorreu entre março e setembro de 2023, utilizando a metodologia do One-Minute Preceptor (OMP) como ferramenta principal de ensino.
Objetivo Geral: Descrever a experiência de preceptoria durante a residência de Medicina de Família e Comunidade, utilizando a metodologia do One-Minute Preceptor (OMP). Objetivos Específicos: 1. Relatar as atividades desenvolvidas durante a preceptoria, incluindo atendimentos clínicos e visitas domiciliares. 2. Avaliar a eficácia da metodologia OMP no ensino clínico. 3. Discutir os desafios e aprendizados da experiência em preceptoria.
A experiência ocorreu na USAFA Jardim Brasil, no município de Guarujá-SP, durante os meses de agosto e setembro de 2023. As atividades incluíram: – Atendimentos clínicos supervisionados: Realizados quinzenalmente, com alunos do décimo período de medicina da UNOESTE Guarujá. – Visitas domiciliares: Realizadas quinzenalmente, com acompanhamento do residente e dos alunos. – Discussões clínicas semanais: Temas escolhidos pelos alunos e preceptor, com base em artigos e diretrizes. A metodologia do One-Minute Preceptor (OMP) foi utilizada para estruturar as discussões clínicas, seguindo as etapas: 1. Obter um compromisso. 2. Investigar evidências de apoio. 3. Reforçar o que foi bem feito. 4. Dar orientação sobre erros e omissões. 5. Ensinar um princípio geral. 6. Conclusão.
Durante os dois meses de experiência, foram realizados 48 atendimentos clínicos e 16 visitas domiciliares. A metodologia OMP mostrou-se eficaz para estruturar as discussões clínicas, proporcionando um ambiente de aprendizado dinâmico e focado. Os principais desafios foram: – Ajuste do tempo das consultas para conciliar a exposição do paciente e o aprendizado dos alunos. – Dificuldade em detectar o grau de conhecimento prévio dos alunos, devido às diferenças nas bases acadêmicas. – Ausência de uma avaliação formal dos alunos, limitando a mensuração do aprendizado. A experiência foi gratificante, com os alunos demonstrando progresso ao longo do estágio. O uso do OMP facilitou a organização das discussões e a identificação de pontos de melhoria.
A vivência em preceptoria durante a residência de Medicina de Família e Comunidade reforçou a importância do médico de família e comunidade na formação médica. A metodologia OMP mostrou-se uma ferramenta prática e eficaz para o ensino clínico, embora desafios como a gestão do tempo e a avaliação dos alunos precisem ser aprimorados. A experiência destacou a necessidade de adaptação contínua às demandas do ambiente de saúde comunitária e a importância da preceptoria no desenvolvimento integral dos futuros profissionais de medicina.
Residência, Medicina, OMP, Preceptoria, MFC, APS
JALDO QUEIROZ MENEZES BARBOSA JUNIOR