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O grupo terapêutico VIVENCIAR e VIVER fortalece o compartilhamento de experiências, melhoria no ajustamento ao modo de vida, tanto individual como coletiva, além de um local de suporte emocional. O compartilhamento em grupo, que permeia a história de vida do usuário, proporciona uma mudança pessoal, de recursos internos, na autonomia e integração social. É possível, também, observar o acolhimento entre os integrantes do grupo, suas interações, um usuário opinando sobre o relato do outro com o intuito de ajudar a encontrar uma solução; toda essa interação oportunizando o fortalecimento conjunto Pensando na importância e resultados de um grupo terapêutico, criou-se o grupo de mulheres no CAPS IJ II, um espaço de interação e reflexão diante das demandas trazidas pelas participantes. Permitindo ao público falar acerca de suas angústias através de discussões, levantando temas que possam levá-las a pensamentos críticos, compreendendo seus próprios comportamentos e respeitando seus limites e de outros. Dando-lhes autonomia, com o intuito de promover comunicação clara em suas relações interpessoais.
A importância da presente experiência reflete no quesito a que se refere à prática dialógica estabelecida a partir de cada adolescente evidenciada no processo de suas individualidades, com base nas vozes trazidas por cada pessoa, como angústias e violências que permeiam o cotidiano de vida, ressignificando todo esse processo vivido. Há oferta de ambiente acolhedor e singular para trabalhar questões, sobretudo, de violências às quais foram sofridas por elas, quais sejam, psicológicas, sexuais, intrafamiliares e socioeconômicas. Objetiva-se, nesse sentido, oferecer um espaço de interação e reflexão diante do diálogo estabelecido, dando-lhes protagonismo, com intuito da aplicabilidade em suas relações interpessoais, mesmo diante de suas vivências e dificuldades.
A realização do processo de inserção no grupo inicia-se a partir de uma avaliação realizada no acolhimento do serviço, bem como do profissional de referência, além da discussão do caso com equipe técnica responsável pelo grupo. Quando necessária também avaliação clínica, pensando em cada sujeito e suas necessidades. Público: Adolescentes na faixa-etária de 12 a 17 anos, visto cada uma na sua individualidade. Funcionamento: Realizado semanalmente, às quintas-feiras, no período da tarde, com duração de uma hora e meia (1h30min). Estratégia: Conversas em formato de roda, jogos de interação, filmes com temas relevantes para tais propostas, visitas a museus, criação de currículos e instituições que possam levá-las ao mercado de trabalho. Os encontros são planejados mensalmente entre a equipe e as usuárias, visando abordar as demandas e especificidades trazidas pelas usuárias. Tendo em vista que as idades são semelhantes. Os profissionais conduzem as atividades dentro dos objetivos propostos, fornecendo aos jovens um espaço de discussão, reflexão e escuta.
Ao decorrer dos encontros do grupo, é perceptível a evolução das integrantes em relação a socialização, reação frente a dificuldades e ressignificação referente a traumas vividos. Nos encontros programados, principalmente rodas de conversas, nota-se que uma usuária aconselha outra, ou juntas, buscam a solução para a problemática levantada. Observa-se mulheres com um discurso mais autoconfiante, reflexivo e menos impulsivo. Ainda é notável sinais de ansiedade em muitas das integrantes, mas percebe-se que, diferente do primeiro encontro, buscam recursos para manejar a ansiedade presente. Convidamos uma usuária como exemplo para relatar, através de entrevista, sua vivência no serviço como também no grupo. D.F.E, 14 anos, com participação assídua, aderindo a todas as propostas do cuidado, tanto individual, como médico e pela equipe multidisciplinar do serviço. Mesmo sendo introvertida, sem muitas falas, contida onde muitas vezes preferia não falar e se expor diante das demais presentes, não se recusava a estar no grupo. Fazia uso medicamentoso por todo esse período até sua alta em 2024. Em entrevista, D.F.E diz que se sentiu bastante acolhida. Tinha expectativa de que o grupo fosse bom e tais expectativas foram supridas. A genitora relata que a filha está mais comunicativa, consegue se expressar mais, se impor em algumas situações, e demonstrou mudanças na escola.
Concluímos que a escuta e cuidado com as adolescentes promove a autoconfiança, além da autoestima que contribui de maneira impactante em suas vidas. Isto é, um atendimento de qualidade em sua totalidade sendo importante, influenciando a satisfação e adesão ao tratamento de melhoria contínua. Promovendo o desenvolvimento emocional, reconhecendo a importância de suas vidas, dando-lhes autonomia, autoestima, comunicação, valores pessoais, habilidade de expressar seus sentimentos, sexualidade e expressões a respeito, assim como os cuidados à saúde mental e social.
suporte emocional, acolhimento, saúde mental
ANTONIA ALINE DE MELO LIMA, ADRIANA IRANETE DA SILVA, SARAH RAMOS DE OLIVEIRA, WAGNA SOARES DE SOUZA, VALDIRENE APARECIDA DE OLIVEIRA