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Uma vez que as possibilidades de conversação e divulgação no meio digital se expandem de forma acelerada, apresentando novas alternativas e aprimoramentos para o contato entre pessoas e redes de forma online, os serviços de saúde se inserem nesse meio por conta de benefícios relacionados com a comodidade, a velocidade e a privacidade dos usuários e pacientes. Por isso, o desenvolvimento de um canal de interação sobre os serviços especializados em HIV/Aids e outras infecções sexualmente transmissíveis (IST) surge como uma via de expansão do acesso à informação e aos serviços em si, uma vez que aplicativos populares de uso digital, como o WhatsApp®, podem ser eficientes na função de promover o diálogo e o compartilhamento de links úteis e informações especializadas.
O objetivo principal do desenvolvimento de um canal de WhatsApp® da Coordenadoria de IST/Aids da Secretaria Municipal de Saúde da cidade de São Paulo para conversação junto aos munícipes da cidade de São Paulo é o aprimoramento do acesso às informações que possibilitam conhecimento mais aprofundado sobre os serviços disponíveis gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) na capital e sobre as infecções sexualmente transmissíveis. Busca-se, portanto, gerar divulgação personalizada dos serviços e da pauta em si, conforme demandas e níveis de aprofundamento de cada usuário em contato pelo canal, bem como promover um espaço seguro de diálogo e compartilhamento de informações.
Utiliza-se formalidade, baseada nas diretrizes de linguagem da Coordenadoria de IST/Aids, de forma a compreender a demanda. Três profissionais (dois da equipe de Comunicação e um da equipe de Prevenção) são autorizados a conduzir o diálogo. A partir da identificação inicial da demanda, realiza-se o acolhimento e o fornecimento da informação desejada (seja no esclarecimento de uma dúvida ou de uma informação específica) e/ou acolhimento do relato, seja na forma de uma ouvidoria ou promovendo a assistência conforme cada caso. A equipe de Assistência da Coordenadoria pode ser acionada a depender do nível exigido de rigor técnico específico. Com o objetivo de agilizar a conversação, há uma listagem de respostas pré-elaboradas, disponíveis no próprio sistema do aplicativo, sobre (1) Profilaxia Pós-Exposição ao HIV, (2) Profilaxia Pré-Exposição ao HIV, (3) serviço online SPrEP no aplicativo e-saúdeSP e (4) máquinas automáticas de retirada métodos de prevenção ao HIV. Há divulgação de QR-Code que direciona à conversação em peças de comunicação instaladas nos serviços da Rede Municipal Especializada e em todas as máquinas automáticas, instaladas em estações de metrô de grande circulação. O canal não possibilita teleconsulta ou serviço que demanda respaldo médico ou de equipe de saúde, nesses casos o usuário é direcionado a uma unidade de saúde ou ao serviço SPrEP – PrEP e PEP online.
De 21 de julho de 2024 a 10 de fevereiro de 2025 foram realizados 445 atendimentos, sendo a maior parte (193 atendimentos – 43,3%) relacionados com a indicação, o uso e o acesso às profilaxias pré e pós-exposição ao HIV (PrEP e PEP). Além disso, 81 atendimentos (18,2%) foram voltados para o esclarecimento de dúvidas sobre o uso do canal SPrEP dentro do app e-saúde e a retirada de métodos de prevenção ao HIV nas máquinas automáticas. A busca por informações sobre a realização gratuita de testagem para HIV e outras IST correspondeu a 11% das interações no canal, somando 49 atendimentos. A equipe também foi consultada por munícipes em busca de informações sobre as unidades da Rede Municipal Especializada, representando 5,3% dos atendimentos totais – dos quais seis atendimentos (25% desta categoria de interação) foram relacionados à Estação Prevenção, nove atendimentos (37,5% desta categoria) foram relacionados ao CTA da Cidade e outros nove se relacionaram aos serviços convencionais. Ao todo, 13 atendimentos (3%) corresponderam a temas variados, como terapia antirretroviral (Tarv), vacinação e direitos das Pessoas Vivendo com HIV/Aids. Além disso, 85 contatos foram iniciados sem que o usuário desse sequência ao atendimento, totalizando 19% dos atendimentos. É possível, nesses casos, que a dúvida ou demanda do usuário tenha sido sanada por meio da reposta automática inicial, que fornece links úteis e instruções básicas de acesso a informações mais aprofundadas.
Sendo a promoção do acesso uma das importantes diretrizes do SUS e da formação de políticas públicas pautadas pelo aprimoramento da rede de prevenção e assistência no que diz respeito ao HIV/Aids e a outras IST, a elaboração de um canal oficial de comunicação com os munícipe se mostra benéfica no sentido de disponibilizar informações especializadas e de rigor técnico à população por meio de um serviço digital popular. Com isso, seguindo os protocolos de atendimento necessários para um acolhimento responsável, é possível construir um diálogo confiável, respaldado pela orientação adequada e pelo acolhimento integral.
acesso, HIV, digital, saúde pública
GABRIEL VICENTE CAMPBELL, ADRIANO QUEIROZ DA SILVA, ELIANE APARECIDA SALA, FERNANDA MEDEIROS BORGES BUENO, MARCELO ANTONIO BARBOSA, ROBINSON FERNANDES DE CAMARGO, MARIA CRISTINA ABBATE