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A Secretaria de Estado de Saúde de São Paulo (SES/SP), por meio do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE), confirmou 11 casos importados de infecção pelo vírus Chikungunya.
Trata-se de 10 militares e uma missionária, todos atuavam nas Forças de Paz no Haiti. Os militares retornaram ao Brasil entre os dias 02 e 03 de junho e a missionária em 12 de maio. (Dados atualizados até final de junho)
A notificação ao sistema de vigilância paulista se deu no dia 5 de junho. Imediatamente, agentes da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias) fizeram ações de contenção e nebulização no Hospital Militar de Área de São Paulo e no Batalhão de Logística do Exército, em Campinas, por onde os soldados passaram.
Ações de vigilância e medidas de prevenção e controle também foram adotadas no Município de Monte Azul Paulista, local de residência da missionária, por meio do CVE, SUCEN, Grupo de Vigilância Epidemiológica e vigilância municipal. Até o momento, não existem mais casos suspeitos sob investigação.
No Estado de São Paulo, dois casos importados confirmados da doença foram detectados em viajantes brasileiros procedentes do Sudeste Asiático no ano de 2010.
Além de ser transmitida pelo mosquito Aedes aegypti e pelo Aedes albopictus, o vírus Chikungunya apresenta sinais e sintomas semelhantes aos da dengue: febre, dores no corpo, manchas vermelhas pelo corpo e dores nas articulações. A evolução da doença pode desencadear artrite e sequelas permanentes. Assim como na dengue, não há tratamento específico, apenas para atenuar os sintomas.
Ações adotadas
– notificação dos casos suspeitos e confirmados a todos os níveis do sistema de vigilância;
– monitoramento diário dos casos suspeitos e confirmados
– orientação técnica acerca da doença, bem como da necessidade de adoção de medidas de prevenção, dentre as quais se incluem isolamento, diminuição da mobilidade e utilização de repelente de casos suspeitos durante o período de viremia (infectividade ao vetor);
– adoção das medidas de controle vetorial no local e proximidades das localidades onde se encontram os soldados;
– busca ativa de outros casos suspeitos;
– potencialização da capacidade de resposta do laboratório de referência para investigação laboratorial de casos suspeito;
– sensibilização do sistema de vigilância para detecção precoce e investigação oportuna de casos suspeitos ;
– ampliação da divulgação de Informes Técnicos acerca das ações de vigilância, investigação e manejo clínico da febre pelo vírus Chikungunya.
Centro de Vigilância Epidemiológica CVE/CCD/SES/SP