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A campanha nacional de vacinação contra a gripe deste ano vai ser realizada entre 15 e 26 de abril em todo o país, conforme foi divulgado pelo Ministério da Saúde (MS), na manhã desta terça-feira, 26. A meta do MS é vacinar 31,3 milhões de brasileiros, o que representa 80% do público-alvo. Em 2012, a campanha atingiu 26 milhões de pessoas. Dessa vez, serão distribuídas cerca de 43,9 milhões de doses da vacina, que protege contra três subtipos de vírus da gripe: A/H1N1, A/H3N2 e influenza B.
A novidade da 15ª edição da campanha é a inclusão das puérperas, isto é, mulheres com até 45 dias após o parto, no grupo prioritário. A estratégia permite que mãe e bebês se mantenham protegidos. As gestantes, as pessoas com mais de 60 anos, crianças maiores de seis meses e menores de dois anos, indígenas, pessoas privadas de liberdade, profissionais da saúde e doentes crônicos também fazem parte do grupo que deve receber a dose pelo SUS.
Outro ponto importante é que, neste ano, haverá a ampliação do acesso à vacina pelos doentes crônicos (doenças respiratórias, cardíacas, renal, hepática, neurológica, diabetes, imunossupressão, obesos e transplantados) nos próprios postos de saúde, e não apenas nos centros de referência de imunização. Para receber a dose, os doentes crônicos precisam apresentar uma prescrição médica, ou então, já receberem o acompanhamento médico de algum profissional do posto saúde procurado.
“A vacina é o melhor método que nós temos para reduzir o risco de casos graves e de internação pela influenza. O Brasil tem altas taxas de cobertura vacinal e é importante que as mantenha, sobretudo quando a gente incorpora, ano a ano, novos grupos prioritários”, comenta Alexandre Padilha, o ministro da Saúde. Padilha ainda comenta que a campanha vai reforçar as estratégias de busca ativa do público-alvo nos municípios, alcançando aquelas pessoas que fazem parte do grupo prioritário, mas que não podem sair de casa. As equipes do programa Saúde da Família serão fundamentais nesse momento.
Jarbas Barbosa, o secretário de Vigilância em Saúde (SVS/ MS), ressalta que a vacina é segura para qualquer um dos grupos que são indicados a tomá-la. A única contraindicação é para aqueles que sofrem de alergia severa a ovo. Ele também acrescenta que não é possível ficar gripado por conta da imunização. “É impossível a vacina dar gripe. Vacinas de vírus vivos atenuados até podem, em casos raros, simular uma doença mais fraca. No caso da influenza, é impossível, pois é um vírus inativado”, explica Barbosa. O que pode acontecer é a pessoa já estar com o vírus incubado quando é vacinada, e ele se manifestar logo depois; ou então, o indivíduo ser contaminado por outro tipo de doença semelhante, como os resfriados.
O secretário Barbosa ainda destaca a importância de outros cuidados básicos na prevenção da influenza, como o hábito de lavar sempre as mãos, proteger tosse e espirro com lenço descartável e evitar o contato com pessoas contaminadas. A divulgação da campanha começa no dia 8 de abril. A mobilização nacional irá contar com 65 mil postos de vacinação e o envolvimento de 240 mil pessoas. No dia 20 de abril, será realizado o “Dia D da Vacinação”.
CONASEMS