Para ministro da Saúde, o desenvolvimento tecnológico é prioridade

Nessa quarta-feira, no espaço Transatlântico, na capital paulista, o ministro da Saúde, Ricardo Barros, participou do seminário 'Perspectivas para a Saúde no Brasil em 2017', com a presença de presidentes das empresas farmacêuticas do Brasil. De acordo com o ministro, a prioridade do governo é o desenvolvimento tecnológico.
 
Barros destacou a atualização de todos os protocolos e diretrizes terapêuticas no país. Serão investidos mais de R$ 6 bilhões em linhas de financiamento para conclusão de projetos no prazo de 10 anos. Segundo o ministro, o ministério fará repasses de recursos aos estados e municípios por meio dos medicamentos prescritos aos usuários, através do prontuário eletrônico. 
 
"O cartão SUS trará todas as informações dos usuários. Utilizaremos essas informações para os repasses. Por isso os municípios devem se adequar o quanto antes. Não posso propor um modelo de financiamento sem as informações necessárias", disse Barros. Dia 10 de dezembro é o prazo final para os municípios iniciarem o uso dos formulários eletrônicos.
 
Com base nas informações fornecidas pela ferramenta e consolidação de parcerias estratégicas com a indústria farmacêutica, o governo planeja diminuir custos. "Conto com a colaboração de vocês. Todos que puderem apresentar soluções que visem a diminuição do erário estaremos prontos para ouvir. Queremos levar os tratamentos mais modernos à população a custos possíveis para o ministério".  
 
A Judicialização também foi abordado pelo ministro. "Estados e municípios já gastaram R$ 7 bilhões neste ano. Isso desestrutura qualquer planejamento no setor. O diálogo com o poder judiciário é fundamental para diminuirmos esses números", ressaltou.
 
Quanto ao Programa Mais Médicos, Barros anunciou abertura de novo edital, reforçou a importância do programa e a objetivo do governo em destinar as novas vagas aos médicos formados no Brasil.
 
Para o ministro, o principal desafio está na diminuição das despesas dos entes federados e a oferta de melhores medicamentos à população com baixo custo. No final, Barros 

COSEMS/SP