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Dados levantado pelo COSEMS/SP apontam que o primeiro ano da gestão 2025–2028 já repete padrão histórico de instabilidade observado no ciclo anterior
O primeiro ano do mandato municipal 2025–2028 voltou a registrar elevada rotatividade de secretários municipais de saúde no estado de São Paulo. Levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo (COSEMS/SP) aponta que, entre fevereiro e dezembro de 2025, foram contabilizadas 175 trocas de gestores, distribuídas em 130 municípios e nas 62 Regiões de Saúde.
O mês de janeiro de 2025, período de transição administrativa após as eleições municipais, foi excluído da análise por critério metodológico. Ainda assim, os dados indicam que a instabilidade persiste mesmo após o início formal das novas gestões. A movimentação mensal mostra picos associados a ajustes políticos e reorganizações internas das prefeituras, confirmando que o primeiro ano de mandato segue como o período de maior vulnerabilidade da gestão municipal da saúde.
Embora fora da análise principal, janeiro de 2025 ilustra o impacto do ciclo eleitoral: 302 municípios paulistas trocaram seus secretários de saúde no início do novo governo, movimento considerado natural, mas que amplia o desafio da continuidade das políticas públicas.
Confira AQUI o estudo completo realizado pelo COSEMS/SP.
Comparação com o mandato 2020–2024
A análise do ciclo anterior reforça que a rotatividade é um fenômeno recorrente. Entre 2021 e 2024, foram registradas 644 trocas de secretários municipais de saúde, atingindo 535 municípios, o equivalente a 83% das cidades do estado.
Em 2021, primeiro ano do mandato anterior, ocorreram 166 trocas, distribuídas em 53 Regiões de Saúde (84%), sendo que 26 municípios realizaram mais de uma substituição no mesmo ano. Em 2022, houve 149 trocas, com aumento do número de municípios impactados (226 municípios, 35%), indicando manutenção da instabilidade além do início do mandato.
Já em 2023, observou-se maior estabilidade, com 95 trocas, queda superior a 30% no número de municípios afetados e redução de 64% no volume de substituições em relação a 2022. O cenário mudou novamente em 2024, quando foram registradas 234 trocas, distribuídas em 177 municípios e em todas as 62 Regiões de Saúde, um aumento de 146% em comparação ao ano anterior, possivelmente influenciado pelo ciclo pré-eleitoral.
O acumulado de 2021 a agosto de 2025 revela que, embora a maioria dos municípios tenha registrado apenas uma troca, um número expressivo passou por múltiplas substituições, com casos extremos de até oito mudanças no comando da saúde municipal. A distribuição das trocas alcança praticamente todas as Regiões de Saúde, confirmando o caráter estrutural e generalizado do fenômeno no estado.
Papel do COSEMS/SP
Diante desse cenário, o COSEMS/SP tem papel central na mitigação dos efeitos da alta rotatividade. Como instância suprapartidária que representa os 645 municípios paulistas, o Conselho atua historicamente nas Comissões Intergestores Bipartite (CIB) e Tripartite (CIT), assegurando governança e continuidade das políticas públicas.
Entre as principais estratégias está a Estratégia Apoiadores, presente há 18 anos nas 62 Regiões de Saúde, com atuação nas Comissões Intergestores Regionais (CIR), Câmaras Técnicas e fóruns regionais, além de ações contínuas de educação permanente e acolhimento de novos gestores.
Os dados evidenciam que, apesar da elevada rotatividade de secretários municipais de saúde, o apoio técnico e político promovido pelo COSEMS/SP tem sido fundamental para evitar descontinuidade das políticas pactuadas e preservar o planejamento regional e estadual da saúde em São Paulo.
Confira AQUI o estudo completo realizado pelo COSEMS/SP.