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Por, Solange Cristina Aparecida Vialle, apoiadora do COSEMS/SP
Introdução
O Projeto Regionalização em São Paulo Regionalização em São Paulo iniciou em 2007, criou as regiões de Saúde e as Comissões Intergestores Regionais (CIR), porém a criação das Redes Regionais de Atenção à Saúde (RRAS) se deu em 2011.
Em 2024 foi aprovado em Comissão Intergestores Bipartite (CIB) a retomada da discussão com aprovação do Plano Estadual de Regionalização, porém com poucos resultados, em decorrência de desafios na gestão estadual e municipal, investimentos insuficientes e processos regulatórios pouco integrados, entre outros aspectos.
Na CIR Bragança, integrante da RRAS-16, a ausência de monitoramento do plano de ação contínuo e compartilhado impactou negativamente nos resultados, refletindo-se no menor engajamento dos gestores, impactando na efetivação de estratégias para o enfrentamento das questões regionais, dificuldades nos processos decisórios e no direcionamento das ações, o que comprometeu soluções para o problema priorizado.
Em junho de 2025 foi dado continuidade ao projeto com adequações pactuadas com o COSEMS/SP e nova metodologia para elaboração de planos de ação a partir da definição de um único problema por RRAS. Na RRAS-16 foi consensuado: “Dificuldade de acesso a leitos de média e alta complexidade”, iniciado com a ortopedia.
Objetivos
Na CIR Bragança foi priorizado pelos gestores municipais a apresentação do monitoramento das ações do plano como pauta permanente para garantir transparência e discussões sistemáticas pelo grupo condutor, viabilizando assim, adequações e novas estratégias para alcance dos resultados.
Metodologia
O monitoramento das ações é realizado nas instâncias colegiadas, grupos técnicos da CIR, Câmara Técnica e na CIR como a última instância de deliberação, encaminhamentos e pactuações.
O monitoramento é digitado num drive compartilhado por profissional contratada pelo Estado. Entretanto, o conteúdo é elaborado, subsidiado e complementado com informações dos participantes das instâncias e grupos, apoiados pelo COSEMS/SP.
Durante as reuniões da CIR, apresenta-se o monitoramento para verificar as devolutivas e os encaminhamentos, assegurando o cumprimento das pactuações anteriores e possibilitando repactuações.
Resultados e Discussões
O monitoramento do plano de ação, apresentado na CIR, amplia a capacidade de gestão municipal, fortalece a Rede de Atenção e a instância de pactuação e configura como processo contínuo de Educação Permanente, pois aprimora os debates e organiza as decisões, encaminhamentos e pendências, fundamentais para o fortalecimento regional, além de facilitar a busca de soluções para o problema priorizado.
Considerações Finais
O monitoramento tornou-se uma prática fundamental para a organização das pautas, pois viabiliza a identificação de pendências, ajustes, oportunidades e ações necessárias para avançar na execução do plano. Com o objetivo de aprimorar este método, gestores municipais analisam a implantação de um sistema informatizado online para maior eficiência, eficácia e transparência para qualificar a execução e a resolutividade do plano de ação.