Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
O Brasil está envelhecendo e esse fenômeno exige respostas cada vez mais sofisticadas do SUS. Nas últimas décadas, a redução das taxas de mortalidade e fecundidade transformou profundamente a estrutura etária da população. Hoje, cresce de forma consistente o número de pessoas idosas, em um processo que ocorre de maneira desigual entre regiões e territórios. Esse cenário, atravessado por desigualdades sociais, aspectos culturais e pelos efeitos cada vez mais evidentes da crise climática, expõe a população idosa a novas vulnerabilidades e riscos à saúde.
Responder a esse cenário exige mais do que conhecimento técnico especializado. Exige integração. A Vigilância Epidemiológica, a Sanitária, a Ambiental e a de Saúde do Trabalhador precisam dialogar entre si — e também com a Assistência Social, com as políticas de proteção social e com outros setores — para construir estratégias verdadeiramente eficazes nos territórios.
Diante desse contexto, o SUS é convocado a se reinventar — e a Vigilância em Saúde assume papel estratégico nesse movimento. As mudanças demográficas trazem consigo alterações no perfil epidemiológico, com destaque para o aumento das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) e suas repercussões na qualidade de vida, na demanda por cuidados e na organização dos serviços. Mais do que nunca, torna-se essencial compreender o envelhecimento como um fenômeno complexo, que exige respostas integradas, intersetoriais e baseadas em diferentes campos do conhecimento.
É nesse cenário que o curso Olhares sobre o Envelhecimento: Contribuições para a Atuação da Vigilância em Saúde se apresenta como uma oportunidade qualificada de reflexão e aprimoramento das práticas no SUS. A proposta vai além de uma abordagem técnica: convida profissionais a ampliarem seu olhar sobre o envelhecimento, articulando contribuições da Epidemiologia e das Ciências Sociais para repensar as ações de vigilância na perspectiva da integralidade e da intersetorialidade.
Ao longo do dia, especialistas das áreas de Epidemiologia, Políticas Públicas e Assistência Social vão debater como os distintos modos de envelhecer repercutem no perfil de doenças e óbitos da população idosa, quais são os pressupostos que norteiam as políticas de proteção social e de que forma a atuação intersetorial pode ampliar o alcance e a efetividade das ações de vigilância.
O curso não se dirige a uma única área ou categoria profissional. Pelo contrário — sua força está exatamente na perspectiva compartilhada. Quanto mais diverso o grupo presente, mais rico será o debate e mais concretas serão as conexões possíveis entre saúde, assistência social e gestão pública.
Se você atua ou é responsável por qualquer área da Vigilância em Saúde — ou se está envolvido com a formulação e execução de políticas para a população idosa —, este é um espaço feito para você.
Por Brigina Kemp, assessora técnica do COSEMS/SP