Siga a gente
Av. Angélica, 2466 - 17º Andar
Consolação - São Paulo / SP
CEP 01228-200
55 11 3083-7225
cosemssp@cosemssp.org.br
O COSEMS/SP acompanha atentamente e com preocupação a situação epidemiológica do sarampo no estado de São Paulo, que registra surto ativo, neste momento, nos municípios de São Paulo e São Bernardo do Campo. Até 24 de julho de 2026, foram confirmados laboratorialmente 11 casos da doença, sendo nove em residentes do município de São Paulo e dois em residentes de São Bernardo do Campo.
O sarampo é uma das doenças infecciosas mais transmissíveis, podendo uma única pessoa infectada transmitir o vírus para até 18 pessoas suscetíveis durante o período de transmissibilidade. Além da elevada capacidade de disseminação, trata-se de uma doença grave, que pode causar complicações como pneumonia, otite média aguda com possibilidade de perda auditiva permanente, encefalite e até óbito.
Embora o Brasil tenha recuperado, em 2024, o certificado de eliminação do sarampo, o cenário epidemiológico nas Américas mantém elevada a pressão para a reintrodução da circulação do vírus, em decorrência do aumento expressivo de casos registrados em diversos países do continente. Nesse contexto, a manutenção da eliminação depende da capacidade dos serviços de saúde em identificar precocemente casos suspeitos, realizar investigação epidemiológica oportuna, adotar medidas de bloqueio e manter elevadas coberturas vacinais.
Diante desse cenário, o COSEMS/SP vem atuando de forma articulada com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, o Ministério da Saúde e a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), buscando fortalecer o apoio técnico aos municípios paulistas para ampliar sua capacidade de resposta frente ao risco de disseminação da doença.
Como parte dessa estratégia, o COSEMS/SP promoveu, em 24/07/2026 , uma reunião com gestores e equipes técnicas da Região Metropolitana de São Paulo, além dos municípios de Campinas e Santos, contando com a participação da Coordenadoria de Controle de Doenças da SES-SP, do Departamento do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde e da OPAS. O encontro possibilitou a atualização do cenário epidemiológico, a discussão sobre o risco de disseminação regional, o esclarecimento de dúvidas e a identificação das principais necessidades dos municípios para o fortalecimento das ações de vigilância epidemiológica e imunização.
Neste momento, o papel da gestão municipal é estratégico para evitar o restabelecimento da transmissão sustentada do sarampo no estado. Cabe aos gestores assegurar que as equipes de saúde estejam sensibilizadas para a identificação imediata de casos suspeitos, a notificação oportuna, a coleta adequada de amostras, a investigação epidemiológica, a vacinação de bloqueio e o monitoramento dos contatos. Da mesma forma, é fundamental fortalecer as ações de busca ativa de pessoas não vacinadas, ampliar as coberturas vacinais e promover estratégias de vacinação que alcancem populações com maior risco de suscetibilidade.
Mais do que responder aos casos confirmados, é necessário que os municípios atuem de forma preventiva, organizando seus serviços para responder de maneira rápida e coordenada diante de qualquer suspeita. A integração entre vigilância epidemiológica, imunização, atenção primária e assistência é essencial para interromper precocemente cadeias de transmissão e proteger a população.
O COSEMS/SP reafirma seu compromisso de apoiar os gestores municipais nesse processo, promovendo a articulação entre os diferentes níveis de gestão, difundindo orientações técnicas e contribuindo para que os municípios disponham das condições necessárias para enfrentar esse cenário. A atuação coordenada e oportuna da gestão municipal será determinante para preservar a eliminação do sarampo e evitar que a doença volte a se estabelecer no estado de São Paulo.