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A resposta rápida e articulada das equipes municipais de Vigilância em Saúde é um fator decisivo para reduzir danos à população em situações de desastres climáticos, como enchentes, deslizamentos e eventos extremos que afetam a infraestrutura urbana e os serviços essenciais. Diante do aumento da frequência desses episódios, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo – COSEMS/SP reforça a importância da atuação coordenada dos municípios e do correto preenchimento dos formulários do Vigidesastres-SP.
Como forma de apoiar as gestões municipais, a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo vem reiterando o uso do Guia de Ação em Eventos de Desastres, que reúne protocolos essenciais para a Vigilância em Saúde e orienta sobre a notificação e o monitoramento dos impactos por meio do sistema ADAN-SUS/SP, ferramenta oficial de Avaliação de Danos em Saúde.
A participação ativa dos municípios nesse processo é fundamental para o fortalecimento da rede de proteção à saúde. Cada informação registrada, cada inspeção realizada em campo e cada formulário enviado contribuem para a construção de um diagnóstico real da situação enfrentada pelas comunidades atingidas. Esses dados subsidiam decisões em nível estadual e federal, orientam a adoção de medidas emergenciais e permitem uma resposta mais ágil e efetiva às necessidades locais.
No âmbito da Vigilância Municipal, a atuação envolve desde a identificação imediata dos impactos do desastre, como danos estruturais, áreas afetadas, população atingida e riscos sanitários, até a avaliação das condições dos abrigos temporários, com atenção especial ao abastecimento de água, esgotamento sanitário, manejo de resíduos e ventilação, conforme as normas vigentes da Vigilância Sanitária. Também é essencial verificar o funcionamento das unidades de saúde, os acessos aos serviços essenciais e a situação dos sistemas de água e esgoto.
Outro ponto central é a comunicação formal do evento, que deve ser registrada obrigatoriamente no ADAN-SUS/SP, conforme orientações encaminhadas pelos Grupos de Vigilância em Saúde (GVS) e Epidemiológica (GVE). A avaliação das necessidades de medicamentos e insumos, o acompanhamento dos riscos à saúde dos trabalhadores envolvidos na resposta ao desastre e o monitoramento contínuo de doenças e possíveis surtos completam o conjunto de ações esperadas da Vigilância Municipal.
O sistema ADAN-SUS/SP é composto por dois formulários complementares. O primeiro, de Notificação, deve ser preenchido preferencialmente até 72 horas após o evento e reúne informações sobre os impactos imediatos e as necessidades emergenciais em saúde. Já o formulário de Monitoramento, com prazo de até 21 dias, permite acompanhar o restabelecimento dos serviços, a evolução dos riscos epidemiológicos e a efetividade das ações adotadas ao longo do período pós-desastre.
Além da resposta emergencial, o COSEMS/SP destaca a importância da preparação prévia dos municípios. A manutenção de uma rede organizada de contatos institucionais, envolvendo Defesa Civil, Corpo de Bombeiros, serviços de saúde, assistência social, meio ambiente e lideranças comunitárias, contribui para reduzir o tempo de resposta e minimizar os impactos à saúde da população. A atualização periódica dessas informações e o alinhamento entre os diferentes atores estratégicos são medidas fundamentais para enfrentar situações críticas com maior eficiência.