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O COSEMS/SP promoveu, nesta segunda-feira (17), a web-conferência Curso Saúde Integral da População LGBTQIA+, com a participação de representantes do Instituto de Saúde (IS), do Centro de Referência e Treinamento DST/Aids da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES/SP) e da Escola de Saúde Pública do Estado de São Paulo.
Assista aqui a web na íntegra.
Durante a atividade, os participantes reforçaram a importância da formação permanente dos profissionais e da ampliação do conhecimento sobre as necessidades de saúde da população LGBTQIA+. A proposta é contribuir para um atendimento mais qualificado, acolhedor e alinhado aos princípios de universalidade, integralidade e equidade do SUS.
Renato Barboza, do Instituto de Saúde, destacou que os desafios colocados pelo SUS exigem a articulação dos diferentes níveis de atenção e a qualificação do cuidado. Segundo ele, preconceito, estigmatização e discriminação interferem diretamente na produção da saúde. “A política nacional distribui responsabilidades entre União, estados e municípios e exige a preparação permanente das equipes para garantir acesso integral à população LGBTQIA+”, explicou.
Barboza também apresentou dados de um levantamento realizado pelo Instituto de Saúde sobre grupos de pesquisa cadastrados no CNPq que possuem linhas específicas relacionadas à população LGBTQIA+. Foram identificados apenas 65 grupos, número que, de acordo com ele ele, evidencia a existência de lacunas na produção de conhecimento e na formação técnico-científica sobre o tema.
Para Thiago Souza Reis, do CRT-DST/AIDS da SES/SP, o curso foi construído de forma coletiva e não se restringe aos profissionais de saúde. A formação também é destinada a pessoas que, em diferentes espaços, lidam diretamente com a população LGBTQIA+. Organizado em quatro módulos e oferecido de forma on-line, o curso busca facilitar o acesso e já recebeu avaliações positivas de participantes das primeiras turmas.
A importância de manter o tema presente no cotidiano dos serviços também foi ressaltada por Vania Feres, da Escola de Saúde Pública do estado de São Paulo. Para ela, ampliar o conhecimento é uma forma de enfrentar o receio e o medo provocados pelo desconhecimento. “É uma realidade do nosso país e não podemos ofuscar isso”, afirmou, ao defender que a discussão faça parte da rotina dos profissionais e das instituições.
Durante a web-conferência, Thaís Zulato, também da Escola de Saúde Pública, apresentou a plataforma de ensino, explicou o processo de acesso e inscrição e informou que a próxima turma ficará disponível até dezembro de 2026.
A plataforma EAD da SES/SP disponibiliza duas modalidades: o Curso Básico de Saúde Integral da População LGBTQIA+, com 20 horas, voltado à preparação e sensibilização para o acolhimento qualificado, e o Curso Completo, com 40 horas, destinado a uma formação ampliada de profissionais da saúde.
As inscrições e informações sobre os cursos podem ser acessadas na plataforma oficial da Escola de Saúde Pública:
Acesse a plataforma EAD da SES/SP