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Segundo encontro entre as instituições analisou as medidas adotadas diante dos casos registrados no Estado e reforçou a atuação conjunta para impedir a circulação sustentada do vírus
Representantes do COSEMS/SP, da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP), do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) se reuniram nesta quinta-feira (10), na sede do COSEMS/SP, para avaliar e monitorar as estratégias adotadas para o controle do sarampo no Estado de São Paulo.
Este foi o segundo encontro entre as instituições desde o registro dos casos, com o objetivo de acompanhar as medidas implementadas, avaliar os resultados obtidos e promover os ajustes necessários nas ações de vigilância epidemiológica e vacinação.
Participaram da reunião a presidente do COSEMS/SP, Adriana Martins; a assessora técnica da entidade, Brigina Kemp; a Secretária Adjunta de Vigilância em Saúde do MS, Marília Santini de Oliveira; o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI) do Ministério da Saúde, Eder Gatti Fernandes; a assessora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES-SP, Nathalia Cristina Soares Franceschi Landi de Moraes; as médicas do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES-SP Ana Lúcia Yu da Divisão de Doenças Respiratórias e Andrea Torres Sanajotta da Divisão de Imunização; pela OPAS, Lely Guzmán, coordenadora da Iniciativa de Imunização do escritório da OPAS/OMS no Brasil e Francieli Fontana Sutile Tardetti Fantinato consultora de Imunização da OPAS
A presidente do COSEMS/SP, Adriana Martins, ressaltou a importância de reunir, em um mesmo espaço, representantes das diferentes instituições responsáveis pela resposta ao sarampo. “Para o COSEMS/SP, é muito importante sediar uma reunião como esta e reunir OPAS, Ministério da Saúde, Secretaria de Estado da Saúde e municípios em torno de uma pauta que exige articulação e resposta conjunta”, afirmou.
A assessora técnica do COSEMS/SP, Brigina Kemp, destaca que a análise da situação paulista deve considerar o cenário epidemiológico internacional e o compromisso assumido para a eliminação da doença. “O sarampo é uma doença sob eliminação e existe um compromisso internacional para sua eliminação globalmente e nas Américas. O Brasil conquistou o certificado de eliminação do sarampo em 2016, perdeu esse status em 2019, em razão de uma epidemia, e o reconquistou em 2024. É nesse contexto que precisamos compreender os casos registrados atualmente”, afirmou.
Por ser considerado livre da circulação endêmica do vírus, o Brasil precisa tratar cada ocorrência de sarampo com ações rápidas de resposta destinadas a evitar novas cadeias de transmissão e a circulação sustentada do vírus. Em São Paulo, os registros mobilizaram os diferentes níveis de gestão do Sistema Único de Saúde (SUS).
Segundo Brigina, a reunião avaliou detalhadamente as estratégias colocadas em prática desde os primeiros casos, incluindo investigação epidemiológica, vacinação de bloqueio e ações ampliadas de imunização. “Fomos avaliando cada estratégia, tanto no eixo da vigilância epidemiológica, com a investigação dos casos, quanto nas ações de vacinação, seja de bloqueio para cada caso, seja nas estratégias ampliadas para a população”, explicou.
As medidas analisadas envolveram principalmente os municípios de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo. Santo André, onde a confirmação ocorreu mais recentemente, passa a demandar atenção especial e acompanhamento mais próximo das equipes responsáveis pela resposta.
A avaliação feita durante o encontro foi de que as ações adotadas até o momento conseguiram conter a disseminação da doença. “Concluímos que, até o momento, as estratégias tiveram sucesso, uma vez que os casos não estão se espalhando como vem sendo observado em outros países da região das Américas. Também discutimos a necessidade de um apoio ainda mais próximo da Secretaria de Estado e do Ministério da Saúde aos municípios envolvidos, especialmente agora a Santo André, que tem o caso mais recente”, disse Brigina.
Atuação integrada
Para o diretor do Departamento do Programa Nacional de Imunizações (DPNI), do Ministério da Saúde, Eder Gatti Fernandes, a integração entre União, Estado, municípios e OPAS é fundamental para preservar a condição alcançada pelo País. “Esse encontro é importante porque temos o Ministério da Saúde, o Estado de São Paulo, o COSEMS/SP, representando os municípios paulistas, e a OPAS trabalhando juntos. Nosso objetivo é manter o País livre da doença, com ações preventivas, intensificação da vigilância e vacinação”, afirmou.
A assessora do Centro de Vigilância Epidemiológica (CVE) da SES-SP, Nathalia Cristina Soares Franceschi Landi de Moraes, reforçou que o Estado mantém apoio permanente às administrações municipais diante da ocorrência de casos. “A Secretaria de Estado da Saúde está à disposição e apoiando os municípios. Temos casos confirmados no Estado de São Paulo e seguimos atuando junto aos municípios nas ações necessárias para responder a essa situação”, disse.
Cenário nas Américas exige atenção
A coordenadora da Iniciativa de Imunização do escritório da OPAS/OMS no Brasil, Lely Guzmán, chamou a atenção para o cenário epidemiológico nas Américas e destacou a capacidade de resposta do SUS como elemento fundamental para impedir a disseminação do vírus. “Temos uma situação difícil na região das Américas, com circulação do sarampo. Mas, quando existe preparação e uma resposta rápida e unificada, podemos evitar que o vírus volte a circular de forma sustentada no Brasil”, afirmou.
Guzmán também reforçou a disponibilidade da OPAS para colaborar com o País no enfrentamento da doença. “A Organização Pan-Americana da Saúde está à disposição do SUS e de seus gestores para apoiar esse trabalho e contribuir para que o Brasil mantenha a eliminação do sarampo”, completou.
A reunião reforçou a estratégia de atuação coordenada entre os diferentes níveis de gestão do SUS e os organismos internacionais, com acompanhamento permanente dos casos, investigação epidemiológica, vacinação e apoio técnico aos municípios.
O objetivo é interromper rapidamente eventuais cadeias de transmissão e preservar a condição do Brasil como país livre da circulação endêmica do vírus do sarampo.
