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Nessa semana, o COSEMS/SP, em parceria com a Coordenadoria de Assistência Farmacêutica da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (CAF/SES-SP), realizou webconferência dirigida aos municípios paulistas para atualizar as informações sobre a transição da insulina humana NPH (Protamina Neutra de Hagedorn) para a insulina análoga Glargina na Atenção Primária à Saúde (APS).
Acesse aqui a web na íntegra.
A mudança interfere diretamente na organização dos serviços e no acompanhamento das pessoas com diabetes tipo 1 e tipo 2. Neste mês de agosto, os municípios paulistas começaram a receber a insulina Glargina, em canetas e carpules, adquirida pelo Ministério da Saúde (MS) e distribuída pela SES/SP.

Na abertura do encontro, a presidente do COSEMS/SP, Adriana Martins, destacou a importância da articulação entre os diferentes pontos da rede de atenção.
“É uma pauta que vem sendo trabalhada há bastante tempo e existe a necessidade de estarmos unidos nos territórios, construindo alternativas e soluções juntos. O diálogo com os serviços de Urgência e Emergência, a área hospitalar e a gestão do cuidado entre a Atenção Primária e a Assistência Farmacêutica se torna fundamental neste momento”, afirmou.
A assessora técnica do COSEMS/SP, Dirce Marques, apresentou um breve histórico do processo de mudança na insulinoterapia da rede SUS. Segundo ela, a discussão ganhou força diante da necessidade de garantir a continuidade do fornecimento da insulina humana, em um cenário de redução do interesse da indústria na produção e distribuição do medicamento.
Ainda de acordo com Dirce, há cerca de um ano o MS e o CONASEMS vêm discutindo alternativas para a questão. “Foi um longo processo, com encontros entre os entes e oficinas estruturadas, com ampla participação nos estados”, relatou.
Implantação e acompanhamento
A transição está sendo coordenada pelo MS. Em junho deste ano, foram realizadas oficinas regionais sobre insulinoterapia. Já em julho, foi lançado um curso autoinstrucional voltado aos trabalhadores da Atenção Primária de todo o país, com início das aulas previsto para 26 de agosto.
O diretor do Grupo de Gestão da Assistência Farmacêutica, Rafael Cairê, apresentou como será realizada a transição e a distribuição da nova insulina nos municípios.
Cairê abordou a jornada do paciente com diabetes no SUS, os medicamentos disponíveis na rede pública, as apresentações de insulina utilizadas na APS e as estratégias para implantação e monitoramento da Glargina no estado de São Paulo. “O manejo deve ser realizado de maneira segura, com o acolhimento do usuário e mantendo a qualidade no atendimento”, destacou.
Durante a webconferência, também foi apresentada a metodologia definida pelo MS para a primeira distribuição da insulina Glargina. Nesta etapa, o quantitativo corresponde a aproximadamente 20% da demanda estimada de usuários elegíveis, contemplando crianças e adolescentes de até 18 anos e idosos acima de 70 anos.
Acesse aqui a apresentação de Rafael.
Acesse aqui a Nota Técnica Conjunta nº 169/2026-DAF/SCTIE/DEPROS/SAPS/DAET/SAES/MS, com orientações para transição da insulina humana (NPH) para insulina análoga de ação prolongada (Glargina) no âmbito da Atenção Primária à Saúde.
A previsão inicial era que o restante da demanda fosse atendido de forma gradual nos meses seguintes, até novembro, alcançando 100% do público elegível.
Após tratativas com o Ministério, no entanto, foi definida a possibilidade de adequar o fornecimento às necessidades de cada município. Para isso, a CAF/SES-SP deverá encaminhar, nos próximos dias, um formulário às gestões municipais. A ferramenta permitirá informar o quantitativo necessário para complementar a primeira entrega e organizar um cronograma de distribuição de acordo com a realidade de cada município.