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O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres brasileiras a principal causa de morte por câncer na população feminina. O cenário reforça a importância do diagnóstico precoce, da ampliação do acesso aos exames e de políticas públicas voltadas à prevenção da doença.
A campanha do Outubro Rosa tem como objetivo conscientizar a população sobre a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, incentivando o acesso à informação, aos serviços de saúde e aos exames de rastreamento indicados. A mulher que não realizou exame de mamografia no último ano pode se dirigir a uma Unidade de Saúde para realizar o preventivo.
O Ministério da Saúde recomenda a mamografia de rastreamento para mulheres de 40 a 74 anos, com as seguintes orientações: 40 a 49 anos, o exame pode ser realizado após orientação profissional e decisão compartilhada sobre benefícios e riscos. De 50 a 74 anos, mamografia de rastreamento a cada dois anos. Já a partir dos 75 anos a avaliação deve ser individualizada, considerando as condições de saúde.
De acordo com estimativas da Organização Mundial da Saúde (OMS), o câncer de mama foi o mais diagnosticado no mundo, com aproximadamente 2,3 milhões de casos e 685 mil mortes em 2020. O enfrentamento da doença exige ações integradas de promoção da saúde, rastreamento, diagnóstico e tratamento, considerando as diferenças socioeconômicas que interferem no acesso aos serviços.
No Brasil, a cobertura do rastreamento mamográfico pelo SUS permanece abaixo de 30% da população-alvo, formada por mulheres de 50 a 74 anos, segundo os dados apresentados pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA). Apesar da realização de 4,4 milhões de mamografias em 2024, persistem desigualdades no acesso. Mulheres brancas, com maior escolaridade e renda, realizam mais exames do que mulheres pretas, pardas e indígenas.
Prevenção e promoção da saúde
Embora fatores hereditários e aspectos relacionados ao ciclo reprodutivo não sejam, em sua maioria, modificáveis, há medidas que podem contribuir para reduzir o risco de desenvolvimento do câncer de mama. De acordo com o Ministério da Saúde, a prática regular de atividade física, a manutenção do peso corporal adequado, a alimentação saudável e a redução do consumo de bebidas alcoólicas são fatores essenciais para a redução do índice de câncer.
A amamentação também é reconhecida como fator de proteção e deve ser incentivada. Não fumar e evitar a exposição à fumaça do tabaco são outras medidas que contribuem para a promoção da saúde.
A prevenção, entretanto, não substitui o rastreamento nem o acompanhamento dos serviços de saúde. A organização da rede assistencial deve garantir acesso oportuno aos exames indicados, à investigação de alterações suspeitas e ao tratamento, evitando que barreiras sociais e econômicas comprometam o cuidado.
A OMS publicou o Global Status Report on Cancer 2026, relatório que atualiza o panorama mundial da doença e a capacidade dos sistemas de saúde para responder à demanda por prevenção, diagnóstico e tratamento. Acesse – https://www.who.int/publications/i/item/9789240123977
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (INCA) reúne evidências e orientações sobre a relação entre alimentação, nutrição, atividade física e prevenção do câncer. Essas informações podem apoiar tanto as ações de educação em saúde quanto o planejamento de políticas públicas nos municípios. Acesse a página do INCA e saiba mais – https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros
Para o SUS, o desafio é combinar a promoção da saúde com a ampliação do acesso aos serviços e a redução das desigualdades. É necessário assegurar que as mulheres, independentemente de raça/cor da pele, renda ou escolaridade, tenham acesso às ações de prevenção, ao diagnóstico em tempo oportuno e ao tratamento adequado.