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O mês de setembro é dedicado à conscientização sobre a prevenção ao suicídio. A mobilização chama atenção para um problema de saúde pública que atinge diferentes faixas etárias e está relacionado a fatores sociais, culturais, psicológicos, biológicos e ambientais. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 720 mil pessoas morrem por suicídio todos os anos. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio está entre as principais causas de morte. Ainda segundo a organização, 73% dos casos registrados no mundo ocorrem em países de baixa e média renda.
O Ministério da Saúde (MS) destaca que, para cada suicídio, muitas outras pessoas fazem uma tentativa. O histórico de tentativa anterior é um dos principais fatores de risco e exige atenção dos serviços de saúde e das pessoas próximas.
O COSEMS/SP destacou o tema em duas ocasiões em 2026. Durante o 39º Congresso de Secretários Municipais de Saúde do Estado de São Paulo, em Santos, o suicídio foi debatido na mesa Risco e Prevenção ao Suicídio na pessoa idosa, no Espaço Gilson Carvalho, e contou com transmissão pelo canal do YouTube (acesse no link abaixo).
Assista aqui – https://www.youtube.com/watch?v=8HklMRUkUbo&t=1s
Já no início deste mês, foi promovida a web-conferência Humanização no cuidado às pessoas com crise suicida, moderada pelo Grupo Condutor da Rede de Atenção Psicossocial. Na ocasião, profissionais da saúde discutiram aspectos relacionados à prevenção, ao acolhimento e à organização da rede de atenção, além de apresentar dados sobre o cenário epidemiológico do suicídio no Brasil e no mundo.
Assista à web na íntegra – https://www.youtube.com/watch?v=8HklMRUkUbo
MS alerta por sinais que merecem atenção
Não existe um conjunto de sinais capaz de identificar, sozinho, uma crise suicida. Mudanças de comportamento, porém, podem indicar que uma pessoa está passando por uma situação de sofrimento e precisa de ajuda.
Falar repetidamente sobre morte, demonstrar desesperança, culpa, baixa autoestima ou uma visão muito negativa sobre a própria vida e o futuro são alguns desses sinais. Comentários como “vou desaparecer”, “vou deixar vocês em paz” ou “queria dormir e nunca mais acordar” também devem ser levados a sério.
O isolamento é outro comportamento que merece atenção. Deixar de atender telefonemas, reduzir o contato com familiares e amigos, permanecer mais tempo sozinho ou abandonar atividades que antes faziam parte da rotina podem indicar uma mudança importante, principalmente quando aparecem junto a outros sinais.
O Ministério da Saúde também relaciona situações que podem aumentar a vulnerabilidade, entre elas perda de emprego, dificuldades econômicas, conflitos familiares, luto, violência física ou psicológica, sofrimento no trabalho, discriminação por orientação sexual ou identidade de gênero, doenças crônicas, dolorosas ou incapacitantes e exposição a agrotóxicos.
Esses fatores não significam, por si só, que uma pessoa esteja em risco de suicídio. A avaliação deve considerar o conjunto de sinais e a situação vivenciada por cada indivíduo.
A prevenção também depende da capacidade dos serviços de saúde de acolher pessoas em sofrimento, identificar situações de risco e garantir o acompanhamento necessário.
A rede do SUS reúne diferentes serviços para atender as demandas de saúde mental, de acordo com a necessidade de cada pessoa. A atenção começa no acolhimento e na escuta e pode envolver outros pontos da rede quando há necessidade de acompanhamento especializado.
O tema ganha maior visibilidade durante o mês de setembro, mas a prevenção do suicídio deve fazer parte do cuidado em saúde durante todo o ano.
Para familiares, amigos e profissionais de saúde, uma mudança significativa de comportamento ou uma manifestação relacionada à vontade de morrer deve ser encarada como um sinal de alerta. Em situações de risco imediato, é necessário procurar atendimento de urgência e não deixar a pessoa sozinha.